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“Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo meu agrado. Escutai-o!”

Evangelho (Mateus 17,1-9)
Sábado, 6 de Agosto de 2011


Naquele tempo, 1Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. 2E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. 3Nisto apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. 4Então Pedro tomou a palavra e disse: “Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias”. 5Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo meu agrado. Escutai-o!” 6Quando ouviram isto, os discípulos ficaram muito assustados e caíram com o rosto em terra. 7Jesus se aproximou, tocou neles e disse: “Levantai-vos, e não tenhais medo”. 8Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. 9Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes: “Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos”.


Primeira leitura (Daniel 7,9-10.13-14)
Leitura da Profecia de Daniel.


9Eu continuava olhando até que foram colocados uns tronos, e um Ancião de muitos dias aí tomou lugar. Sua veste era branca como neve e os cabelos da cabeça, como lã pura; seu trono eram chamas de fogo, e as rodas do trono, como fogo em brasa. 10Derramava-se aí um rio de fogo que nascia diante dele; serviam-no milhares de milhares, e milhões de milhões assistiam-no ao trono; foi instalado o tribunal e os livros foram abertos.
13Continuei insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho do homem, aproximando-se do Ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença. 14Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam: seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá.


Salmo (Salmos 96)


— Deus é Rei, é o Altíssimo, muito acima do universo.
— Deus é Rei, é o Altíssimo, muito acima do universo.

— Deus é Rei! Exulte a terra de alegria, e as ilhas numerosas rejubilem! Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, que se apoia na justiça e no direito.
— As montanhas se derretem como cera ante a face do Senhor de toda a terra; e assim proclama o céu sua justiça, todos os povos podem ver a sua glória.
— Porque vós sois o altíssimo, Senhor, muito acima do universo que criastes, e de muito superais todos os deuses.

“Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo o meu agrado. Escutai-o!”

Evangelho (Mateus 17,1-9)
Domingo, 20 de Março de 2011


Naquele tempo, 1Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. 2E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. 3Nisto apareceram-lhe Moisés e Elias, conversando com Jesus.
4Então Pedro tomou a palavra e disse: “Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. 5Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo o meu agrado. Escutai-o!”
6Quando ouviram isto, os discípulos ficaram muito assustados e caíram com o rosto em terra. 7Jesus se aproximou, tocou neles e disse: “Levantai-vos e não tenhais medo”.
8Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. 9Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes: “Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos”.




Primeira leitura (Gênesis 12,1-4a)
Leitura do Livro do Gênesis:


1Naqueles dias, o Senhor disse a Abrão: “Sai da tua terra, da tua família e da casa do teu pai, e vai para a terra que eu te vou mostrar. 2Farei de ti um grande povo e te abençoarei; engrandecerei o teu nome, de modo que ele se torne uma bênção. 3Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão abençoadas todas as famílias da terra!”.
4aE Abrão partiu, como o Senhor lhe havia dito.



Segunda leitura (2º Timóteo 1,8b-10)
Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo:



Caríssimo: 8bSofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus.
9Deus nos salvou e nos chamou com uma vocação santa, não devido às nossas obras, mas em virtude do seu desígnio e da sua graça, que nos foi dada em Cristo Jesus, desde toda a eternidade.
10Esta graça foi revelada agora, pela manifestação de nosso Salvador, Jesus Cristo. Ele não só destruiu a morte, como também fez brilhar a vida e a imortalidade por meio do Evangelho.




Salmo (Salmos 32)



— Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,/ venha a vossa salvação!
— Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,/ venha a vossa salvação!

— Pois reta é a palavra do Senhor,/ e tudo o que ele faz merece fé./ Deus ama o direito e a justiça,/ transborda em toda a terra a sua graça.
— Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem,/ e que confiam esperando em seu amor,/ para da morte libertar as suas vidas/ e alimentá-los quando é tempo de penúria.
— No Senhor nós esperamos confiantes,/ porque ele é nosso auxílio e proteção!/ Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,/ da mesma forma que em vós nós esperamos!



Homilia:


II DOMINGO DA QUARESMA - TRANSFIGURAÇÃO

Comentários – Prof. Fernando

INTRODUÇÃO
Evangelho - Mt 17,1-9

A transfiguração de Jesus foi mais uma demonstração de seu infinito poder. Foi ainda uma antecipação de como seria o seu corpo glorioso depois de ressuscitado. Aquele estado de êxtase deixou os sonolentos apóstolos tão entusiasmados, que Pedro até queria ficar ali direto.
O nosso semblante também fica transfigurado ou transformado quando recebemos uma notícia ruim ou quando acontece uma coisa muito boa, quando mentimos, quando estamos felizes, ou em estado de fúria. A nossa cara muda de acordo com os nossos estados mentais, e nossas reações diante da realidade exterior. Se temos fé em Deus, enfrentamos tudo com coragem e esperança de poder contar com a sua infinita ajuda.
A transformação da nossa face então, pode ser para melhor, ou para pior. Uma cara de alegria, ou uma cara de tristeza.
Pessoas que vivem sem Deus, que não deixam que Deus governe a suas vidas, têm um semblante diferente daquelas pessoas que têm Deus como o governo de suas vidas.
Assim como, pessoas que não depositam em Deus toda sua confiança e toda sua esperança, vivem reclamando de tudo e de todos. Se apavoram diante dos menores obstáculos, ficam tristes, transfigurados negativamente diante das dificuldades da vida, e isto faz aparecer as rugas no rosto, e às vezes, nem COLÁGENO dá jeito.
Ao passo que, aqueles que estão em estado de graça, demonstram uma transfiguração positiva, uma cara alegre mesmo que não estejam sorrindo. Tais pessoas têm uma visão diferente do mundo. A realidade é a mesma, mas porque estão transfigurados pelo amor de Deus, vêem tudo com outros olhos.
Estar entusiasmados, ou desanimados são exemplos de transfigurações. De modo geral, encontramos por onde passamos, rostos sombrios, ocupados ou preocupados , por falta de fé, muitos estão com medo do que está por vir.
E os nossos corpos especialmente nossas expressões faciais manifestam ou demonstram o que vai pelo nosso sistema emocional. Se você olha na cara de uma pessoa má, geralmente a sua cara diz quem ela é. Ao contrário, quando se observa o semblante de uma pessoa boa, é parecido com um rosto de criança, por demonstrar ausência de ódio, rancor, inveja, vingança etc.
Isso acontece porque embaixo da pele no nosso rosto, existe uma camada gordurosa que vai se modelando ao longo do tempo de acordo com as nossas emoções e os nossos pensamentos dominante. Assim, a maldade ou a bondade, pureza, etc, vai modelar o seu rosto, transfigurando-o de forma positiva ou negativa.
Aquela garota apaixonada tem um rosto transfigurado pela força do amor, ao contrário que um rosto triste que demonstra a perda do amor ou de um ente querido, é também uma transfiguração.
Por todo lado observamos rostos transfigurados pelo pecado, pela maldade, pela inveja, tristeza, ódio, medo etc.
Roguemos a Jesus que nos dê forças para vencer os nossos vícios e pecados, e para experimentar a presença de Jesus para que assim possamos ter rostos transfigurados pelo estado de graça, pela alegria de estar na amizade com Deus, pela conformação, pelo perdão, amizade, pela satisfação interior de ter feito uma caridade, um rosto de cristão, alimentado pela fé, pela esperança e pela caridade.
Nenhum cristão deveria entristecer o rosto, por nada e por ninguém e para ninguém. Porque somos luz do mundo e o sal da terra. Assim precisamos transpirar fé e confiança aos demais. Embora passemos por vales escuros, pela escuridão da morte, nada devemos temer, porque Ele é luz de nossos passos, luz e força da nossa vida.
A pior transfiguração acontece às personalidades dos nossos adolescentes, quando são contaminados pelas más influências do mundo através das más companhias. E isso acontece nas melhores famílias. Os pais educam os filhos da melhor maneira, ensinam a rezar, levam-nos para a Igreja, para a catequese, dão-lhes os melhores exemplos, participando conjuntamente na vida da paróquia, e tudo mais. Eles crescem, começam a namorar, e a namorada ou o namorado ateu ou de outra religião, faz a sua cabeça, e sem menos esperar, você percebe que seu filho, sua filha já não está rezando mais antes de dormir, diz que vai à missa com o namorado(a) quando na verdade foram passear, ou para outros lugares que trazem sérias conseqüências e ainda enfrentam os pais com respostas atravessada, etc.
Temos a tendência de botar a culpa nos pais, quando a vida religiosa dos jovens vai para o brejo, ou mesmo quando eles se embrenham por caminhos errados. É fácil botar a culpa naquela mãe que lamentando diz que deu uma boa educação ao filho, e agora ele está preso por roubos e outros crimes. Perguntamos. Será que ela levou o seu filho ao catecismo?
Talvez nem tenha levado mesmo, mais o que desvia os jovens do caminho certo são os próprios amigos e ou os namorados e namoradas. E agora? O que fazer? Os pais fizeram de tudo, procederam corretamente com relação à educação e formação religiosa daquele filho(a), para depois se vê em tamanho desgosto, ao ouvir o filho dizer que quando quiser rezar, ele reza em casa.
Sua personalidade foi totalmente transformada para pior, ele, ela já não é mais o que era antes, aquela menina aquele menino dedicado, devoto(a), que não dormia sem antes rezar e rezava bastante, que não faltava à missa de jeito nenhum, estudava a palavra de Deus, e agora... agora... está todo mudado! Transfigurada para pior!
Paulo hoje em sua carta nos diz que sofremos juntos e que somos fortificados pelo poder de Deus. Que Deus nos salvou e nos chamou com uma vocação santa,
não devido aos nossos merecimentos, mas pela graça de Deus. E é pela força de Jesus que destruiu a morte, é que podemos pelo poder da oração chamar os nossos filhos de volta a Deus.
Para que os nossos rostos voltem a brilhar com o sol, e nossas almas fiquem brancas como a neve, e para que ouçamos a voz de Deus Pai nos dizendo que 'Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo meu agrado. Escutai-o!'

Caríssimos. Vamos confiar em Deus que nos dá a tranqüilidade e a paz não esperemos uma vida plena de prazeres e alegria, pois viver significa enfrentar dificuldades e resolver problema. Mas se estamos unidos a Cristo, embebidos nele como uma esponja embebida de água, teremos a coragem, e a força necessária para enfrentar o que der e vier, a assim tudo será resolvido, tudo será solucionado.

fonte:
http://homiliadominical.blogspot.com/

“Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz!”

Evangelho (Marcos 9,2-13)
Sábado, 19 de Fevereiro de 2011



Naquele tempo, 2Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e os levou sozinhos a um lugar à parte sobre uma alta montanha. E transfigurou-se diante deles. 3Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar. 4Apareceram-lhe Elias e Moisés, e estavam conversando com Jesus. 5Então Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: “Mestre, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. 6Pedro não sabia o que dizer, pois estavam todos com muito medo. 7Então desceu uma nuvem e os encobriu com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: “Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz!” 8E, de repente, olhando em volta, não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus com eles. 9Ao descerem da montanha, Jesus ordenou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem tivesse ressuscitado dos mortos. 10Eles observavam esta ordem, mas comentavam entre si o que queria dizer “ressuscitar dos mortos”. 11Os três discípulos perguntaram a Jesus: “Por que os mestres da Lei dizem que antes deve vir Elias?” 12Jesus respondeu: “De fato, antes vem Elias, para pôr tudo em ordem. Mas, como dizem as Escrituras, que o Filho do Homem deve sofrer muito e ser rejeitado? 13Eu, porém, vos digo: Elias já veio, e fizeram com ele tudo o que quiseram, exatamente como as Escrituras falaram a respeito dele”.


Primeira leitura (Hebreus 11,1-7)
Leitura da Carta aos Hebreus.



Irmãos, 1a fé é um modo de já possuir o que ainda se espera, a convicção acerca de realidades que não se vêem. 2Foi a fé que valeu aos antepassados um bom testemunho. 3Foi pela fé que compreendemos que o universo foi organizado por uma palavra de Deus. Assim, as coisas visíveis provêm daquilo que não se vê. 4Foi pela fé que Abel ofereceu a Deus um sacrifício melhor que o de Caim; e por causa dela, ele foi declarado justo, pois Deus aprovou a sua oferta. Graças a ela, mesmo depois de morto, Abel ainda fala! 5Foi pela fé que Henoc foi arrebatado, para não ver a morte; e não mais foi encontrado, porque Deus o arrebatou. Antes de ser arrebatado, porém, recebeu o testemunho de que foi agradável a Deus. 6Ora, sem a fé é impossível ser-lhe agradável, pois aquele que se aproxima de Deus deve crer que ele existe e que recompensa os que o procuram. 7Foi pela fé que Noé, avisado divinamente daquilo que ainda não se via, levou a sério o oráculo e construiu uma arca para salvar a sua família. Pela fé, ele se separou do mundo, tornando-se herdeiro da justiça que se obtém pela fé.


Salmo (Salmos 144)

— Bendirei o vosso nome pelos séculos, Senhor!
— Bendirei o vosso nome pelos séculos, Senhor!

— Todos os dias haverei de bendizer-vos, hei de louvar o vosso nome para sempre. Grande é o Senhor e muito digno de louvores, e ninguém pode medir sua grandeza.
— Uma idade conta à outra vossas obras e publica os vossos feitos poderosos; proclamam todos o esplendor de vossa glória e divulgam vossas obras portentosas!
— Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder!



Homilia:

JESUS, MOISÉS E ELIAS Mc 9,2-13
por: Padre Bantu Mendonça K. Sayla


Encontramos uma perfeita complementaridade na diversa narração pelos evangelistas da cena misteriosa da Transfiguração. Assim sendo, para Mateus se Jesus revela como o novo Moisés; Para Lucas, a cena prepara a da paixão; Em Marcos Transfiguração anuncia a Ressurreição.

A descrição da Transfiguração é como que antecipação da Ressurreição. Alías, em Jesus tudo encaminha para esse termo. E com Jesus o homem, uma vez vencida a morte, se encontre, transfigurado, na glória de Deus.

E para que a mensagem do Mestre não ficasse no vazio, diante dos três prediletos discípulos Pedro, Tiago e João que seriam também as testemunhas do Getsêmani, Jesus se transfigura como os corpos gloriosos depois da ressurreição. Fazendo-lhes ver aquilo que todos seremos um dia. Quando tudo se consumar em todos.

O alto monte recorda o monte Sinai; a voz do Pai proclama Jesus é o Filho predileto e por isso, a presença de Moisés e Elias recordando e ao mesmo tempo representando o Antigo Testamento: toda lei e todos os profetas.

Os três pilares da Igreja testemunham que a antiga aliança cede lugar à nova. O Filho amado perpetuará a glória momentânea através do sacrifício. E todas as referências ao Servo de Javé de Is 42,1 e do sl 2,7 se plenificam em Jesus.

No momento da Transfiguração, o testemunho prestado ao Filho foi selado pela primeira vez pela voz do Pai e por Moisés e Elias, que aparecem junto de Jesus como seus servos. Os profetas olham para os apóstolos Pedro, Tiago e João; os apóstolos contemplam os profetas.

Num só lugar, encontram-se os príncipes da antiga aliança e os da nova. O santo Moisés viu Pedro, o santificado, o pastor escolhido pelo Pai viu o pastor escolhido pelo Filho. O primeiro tinha outrora aberto o mar para que o povo de Deus pudesse passar no meio das vagas, o segundo propôs erguer uma tenda para abrigar a Igreja. O homem virgem do Antigo Testamento viu o homem virgem do Novo: Elias pôde ver João. Aquele que foi arrebatado num carro de fogo viu aquele que repousou sobre o peito do Fogo (Jo 13,23). E a montanha tornou-se então o símbolo da Igreja: no seu cume, Jesus unifica os dois Testamentos que esta Igreja acolhe. Deu a conhecer que é o Senhor de um como do outro, do Antigo que recebeu os seus mistérios, do Novo que revelou a glória das suas ações.

Todos devem escutá-lo, seguir o seu caminho. Pois ele é o Caminho, a verdade e a vida. E que caminho seguir é o de tomar todos os dias a cruz e seguir pelo caminho do sacrifício pessoal já percorrido pelos precursores Elias e João Batista, se quiserem encontrar-se com ele na glória eterna dos filhos de Deus.

A Transfiguração é uma exortação viva para que escutemos Jesus quando fala dos seus sofrimentos e da sua morte, sem deixar de reconhecê-lo como Messias definitivo, como servo fiel de Deus.

A Transfiguração revela a dimensão gloriosa da humanidade de Jesus, participante da vida divina, na qual é abrangida toda a fragilidade da humanidade. A minha e a tua. Por isso, saiba que o sofrimento e a morte são passageiros. Mas a vida que nos vem de Cristo dura para sempre. Suba com Jesus para o monte e deixa-te transfigurar com Cristo para que como Pedro, Tiago e João viram a gloria de Jesus também tu a possas contemplar.

fonte:
http://blog.cancaonova.com/homilia/2008/05/17/jesus-moises-e-elias-mc-92-13/
Evangelho (Mateus 3,13-17)
Domingo, 9 de Janeiro de 2011


Naquele tempo, 13Jesus veio da Galileia para o rio Jordão, a fim de se encontrar com João e ser batizado por ele. 14Mas João protestou, dizendo: “Eu preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?”
15Jesus, porém, respondeu-lhe: “Por enquanto deixa como está, porque nós devemos cumprir toda a justiça!” E João concordou. 16Depois de ser batizado, Jesus saiu logo da água. Então o céu se abriu e Jesus viu o Espírito de Deus, descendo como pomba e vindo pousar sobre ele.
17E do céu veio uma voz que dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado”.




Primeira leitura (Isaías 42,1-4.6-7)
Leitura do Livro do profeta Isaías:


Assim fala o Senhor: 1”Eis o meu servo — eu o recebo; eis o meu eleito — nele se compraz minh’alma; pus meu espírito sobre ele, ele promoverá o julgamento das nações.
2Ele não clama nem levanta a voz, nem se faz ouvir pelas ruas. 3Não quebra uma cana rachada nem apaga um pavio que ainda fumega; mas promoverá o julgamento para obter a verdade. 4Não esmorecerá nem se deixará abater, enquanto não estabelecer a justiça na terra; os países distantes esperam seus ensinamentos.
6Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituí como o centro de aliança do povo, luz das nações, 7para abrires os olhos dos cegos, tirares os cativos da prisão, livrares do cárcere os que vivem nas trevas”.


Segunda leitura (Atos dos Apóstolos 10,34-38)
Leitura dos Atos dos Apóstolos:


Naqueles dias, 34Pedro tomou a palavra e disse: “De fato, estou compreendendo que Deus não faz distinção entre as pessoas. 35Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença.
36Deus enviou sua palavra aos israelitas e lhes anunciou a Boa-Nova da paz, por meio de Jesus Cristo, que é o Senhor de todos.
37Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do batismo pregado por João: 38como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio; porque Deus estava com ele.



Salmo (Salmos 28)

— Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!
— Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!
— Filhos de Deus, tributai ao Senhor,/ tributai-lhe a glória e o poder!/ Dai-lhe a glória devida ao seu nome;/ adorai-o com santo ornamento!
— Eis a voz do Senhor sobre as águas,/ sua voz sobre as águas imensas!/ Eis a voz do Senhor com poder!/ Eis a voz do Senhor majestosa!
— Sua voz no trovão reboando!/ No seu templo os fiéis bradam: “Glória!”/ É o Senhor que domina os dilúvios,/ o Senhor reinará para sempre!


Homilia:


O BATISMO DE JESUS Mt 3,13-17
por: Padre Bantu Mendonça K. Sayla

O Batismo de Jesus por João Batista é o ato inaugural do ministério de Jesus. Pode-se dizer que seja a Epifania histórica do Senhor. Atraído pela mensagem de João Batista, Jesus abandona sua rotina de vida em Nazaré da Galiléia, procura o Batismo de João na região do além Jordão e começa a formar seu próprio discipulado para, a seguir, iniciar seu próprio ministério, assumindo elementos do anúncio de João Batista.

O Evangelho deste domingo apresenta o encontro entre Jesus e João Batista nas margens do Rio Jordão. Na circunstância, Jesus foi batizado por João.

João Batista foi o guia carismático de um movimento de cariz popular, que anunciava a proximidade do “juízo de Deus”. A sua mensagem estava centrada na urgência da conversão. Pois, na opinião de João, a intervenção definitiva de Deus na história, para destruir o mal, estava iminente e incluía um rito de purificação pela água.

O “Batismo” proposto por João não era, na verdade, uma novidade insólita. O judaísmo conhecia ritos diversos de imersão na água, sempre ligados a contextos de purificação ou de mudança de vida. Era, inclusive, um rito usado na integração dos pagãos que aderiam ao judaísmo na comunidade do Povo de Deus.

Na perspectiva de João, provavelmente, este “batismo” é um rito de iniciação à comunidade messiânica, quem o aceitava, renunciava ao pecado, convertia-se a uma vida nova e passava a integrar a comunidade do Messias.

O que é que Jesus tem a ver com isto? Que sentido o faz apresentar-se a João para receber este “batismo” de purificação, de arrependimento e de perdão dos pecados?

O texto que hoje nos é proposto faz parte de um conjunto de três cenas iniciais (cf. Mc 1,2-8; 1,9-11; 1,12-13) nas quais Marcos apresenta Jesus como o Messias, Filho de Deus. Nesse tríptico, fica desde logo definida a missão específica e a verdadeira identidade de Jesus. Estas indicações iniciais irão depois ser desenvolvidas e completadas ao longo do Evangelho.

Em Mateus (Mt 3,13-15), Jesus vem da Galiléia ao encontro de João Batista para ser batizado por ele. Ao pedir o batismo, Jesus diz que “é assim que devemos cumprir toda a justiça”. Depois de ser batizado, o gesto de Jesus é confirmado pelo Espírito Santo e pelo Pai com a proclamação: “Este é o meu Filho amado; nele está meu pleno agrado”.

O testemunho de João não oferece dúvidas: Jesus é esse Messias anunciado pelos profetas que Deus vai enviar para libertar o seu Povo e para lhe dar a vida definitiva.

O testemunho de João irá, logo, ser confirmado pelo testemunho do próprio Deus. Na cena do batismo, Mateus faz referência a uma voz vinda do céu que apresenta Jesus como “o meu Filho muito amado”. Esse Messias esperado é também o Filho amado de Deus, enviado aos homens para os “batizar no Espírito” e para inserí-los numa dinâmica de vida nova – a vida no Espírito.

O testemunho de Deus é acompanhado por três fatos estranhos que, no entanto, devem ser entendidos em referência a fatos e símbolos do Antigo Testamento.

Assim, a abertura do céu significa a união da terra e do céu. A imagem inspira-se, provavelmente, em Is 63,19, onde o profeta pede a Deus que “abra os céus” e desça ao encontro do seu Povo, refazendo essa relação que o pecado do povo interrompeu. Desta forma, Mateus anuncia que a atividade de Jesus vai reconciliar o céu e a terra, vai refazer a comunhão entre Deus e os homens.

O símbolo da pomba não é imediatamente claro… Provavelmente, não se trata de uma alusão à pomba que Noé libertou e que retornou à arca (cf. Gn 8,8-12); é mais provável que a pomba (em certas tradições judaicas, símbolo do Espírito de Deus que, no início, pairava sobra as águas – cf. Gn 1,2) evoque a nova criação que terá lugar a partir da atividade que Jesus vai iniciar.

Temos, finalmente, a voz do céu. Trata-se de uma forma muito usada pelos rabbis para expressar a opinião de Deus acerca de uma pessoa ou de um acontecimento. Essa voz declara que Jesus é o Filho de Deus; e fá-lo com uma fórmula tomada desse cântico do “Servo de Jahwéh” que vimos na primeira leitura de hoje (cf. Is 42,1). Afirma-se, de forma clara, que Jesus é o Filho de Deus, mas a referência ao servo de Jahwéh sugere que a missão de Jesus não se desenrolará no triunfalismo, mas na obediência total ao Pai; não se cumprirá com poder e prepotência, mas na suavidade, na simplicidade, no respeito pelos homens (“não gritará, nem levantará a voz; não quebrará a cana fendida, nem apagará a torcida que ainda fumega” – Is 42,2-3).

Ao receber este batismo de penitência e de perdão dos pecados (do qual não precisava, porque Ele não conheceu o pecado), Jesus solidarizou-se com o homem limitado e pecador, assumiu a sua condição, colocou-se ao lado dos homens para ajudá-los a sair dessa situação e para percorrer com eles o caminho da libertação, o caminho da vida plena. Esse era o projecto do Pai, que Jesus cumpriu integralmente.

A cena do batismo de Jesus revela, portanto, essencialmente, que Jesus é o Filho de Deus, que o Pai envia ao mundo a fim de cumprir um projeto de libertação em favor dos homens. Como verdadeiro Filho, Ele obedece ao Pai e cumpre o plano salvador do Pai; por isso, vem ao encontro dos homens, solidariza-se com eles, assume as suas fragilidades, caminha com eles, refaz a comunhão entre Deus e os homens que o pecado havia interrompido e conduz os homens ao encontro da vida em plenitude. Da atividade de Jesus, o Filho de Deus que cumpre a vontade do Pai, resultará uma nova criação, uma nova humanidade.

No episódio do batismo, Jesus aparece como o Filho amado, que o Pai enviou ao encontro dos homens para libertá-los e para inseri-los numa dinâmica de comunhão e de vida nova. Nessa cena revela-se, portanto, a preocupação de Deus e o imenso amor que Ele nos dedica. É bonita esta história de um Deus que envia o próprio Filho ao mundo, pede a e Ele que se solidarize com as dores e limitações dos homens e que, através da ação do Filho, reconcilia os homens consigo e fá-los chegar à vida em plenitude. Aquilo que nos é pedido é que correspondamos ao amor do Pai, acolhendo a sua oferta de salvação e seguindo Jesus no amor, na entrega, no dom da vida. Ora, no dia do nosso batismo, comprometemo-nos com esse projecto. Temos, depois disso, renovado diariamente o nosso compromisso e percorrido, com coerência, esse caminho que Jesus nos veio propor?

A celebração do batismo do Senhor leva-nos até um Jesus que assume plenamente a sua condição de “Filho” e que se faz obediente ao Pai, cumprindo integralmente o projeto do Pai de dar vida ao homem. É esta mesma atitude de obediência radical, de entrega incondicional, de confiança absoluta que eu assumo na minha relação com Deus? O projeto de Deus é, para mim, mais importante do que os meus projetos pessoais ou do que os desafios que o mundo me faz?

O episódio do batismo de Jesus coloca-nos frente a frente com um Deus que aceitou identificar-se com o homem, partilhar a sua humanidade e fragilidade, a fim de oferecer ao homem um caminho de liberdade e de vida plena. Eu, filho deste Deus, aceito ir ao encontro dos meus irmãos mais desfavorecidos e estender-lhes a mão? Partilho a sorte dos pobres, dos sofredores, dos injustiçados, sofro na alma as suas dores, aceito identificar-me com eles e participar dos seus sofrimentos, a fim de melhor os ajudar a conquistar a liberdade e a vida plena? Não tenho medo de me sujar ao lado dos pecadores, dos marginalizados, se isso contribuir para promovê-los e para lhes dar mais dignidade e mais esperança?

No batismo, Jesus tomou consciência da sua missão (essa missão que o Pai Lhe confiou), recebeu o Espírito e partiu em viagem pelos caminhos poeirentos da Palestina, a testemunhar o projeto libertador do Pai. Eu, que no batismo aderi a Jesus e recebi o Espírito que me capacitou para a missão, tenho sido uma testemunha séria e comprometida desse programa em que Jesus se empenhou e pelo qual ele deu a vida? Renovemos o nosso Batismo!

fonte:http://blog.cancaonova.com/homilia/2008/01/13/o-baptismo-de-jesus-mt-313-17/

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