"Tudo me foi entregue por meu Pai"


Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. 26Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”.
Evangelho (Mateus 11,25-27)



Primeira leitura (Isaías 10,5-7.13-16)
Leitura do Livro do Profeta Isaías.


Assim fala o Senhor: 5“Ai de Assur, vara de minha cólera, bastão em minhas mãos, instrumento de minha indignação! 6Eu o envio contra uma nação ímpia e ordeno-lhe, contra um povo que me excita à ira, que o submeta à pilhagem e ao saque, que o calque aos pés como lama nas ruas.
7Mas ele assim não pensava, seu propósito não era esse; pelo contrário, sua intenção era esmagar e exterminar não poucas nações. 13Pois diz o rei da Assíria: ‘Realizei isso pela força de minha mão e com minha sagacidade, pois tenho experiência; aboli as fronteiras dos povos, saqueei seus tesouros, e derrubei de golpe os ocupantes de altos postos; 14minha mão espalmou como um ninho a riqueza dos povos; e como se apanha uma ninhada de ovos, assim ajuntei eu os povos da terra, e não houve quem batesse asa ou abrisse o bico e desse um pio’.
15Mas acaso gloria-se o machado, em detrimento do lenhador que com ele corta? Ou se exalta a serra contra o serrador que a maneja? Como se a vara movesse quem a levanta e um bastão erguesse aquele que não é madeira. 16Por isso, enviará o Do¬mi¬na¬dor, Senhor dos exércitos, contra aqueles fortes guerreiros o raquitismo; e abalará sua glória com convulsões que queimam como o fogo”.


Salmo (Salmos 93)

— O Senhor não rejeita o seu povo.
— O Senhor não rejeita o seu povo.

— Eis que oprimem, Senhor, vosso povo, e humilham a vossa herança; estrangeiro e viúva trucidam, e assassinam o pobre e o órfão!
— Eles dizem: “O Senhor não nos vê e o Deus de Jacó não percebe!” Entendei, ó estultos do povo; insensatos, quando é que vereis?
— O que fez o ouvido não ouve? Quem os olhos formou não verá? Quem educa as nações não castiga? Quem os homens ensina não sabe?
— O Senhor não rejeita o seu povo e não pode esquecer sua herança: voltarão a juízo as sentenças; quem é reto andará na justiça.


Homilia:


Padre Fabio de Freitas
fonte: http://www.bibliacatolica.com.br/


Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova


O Evangelho de hoje traz, narrado por São Mateus, um dos momentos em que Jesus mais manifestou a Sua humanidade; nesta passagem, percebemos o Senhor tomado de humanidade, expressa na Sua alegria, no Seu louvor, na Sua gratidão para com o Pai. Simplesmente humano demais! Mas, o que fez Cristo tão feliz?

Jesus, após ter chamado os Doze Apóstolos, chamou os setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois para anunciarem a Boa Nova do Reino de Deus. Quando os apóstolos e discípulos chegam da missão, eles – estupefatos – começam a narrar para o Messias as maravilhas que aconteceram durante o apostolado; os apóstolos e discípulos estão muito felizes e maravilhados com tudo que aconteceu; não acreditam no que puderam fazer sob a graça da ação de Deus. Estes fatos apresentados a Jesus faz com que Ele expresse um louvor a Deus por ter revelado todas estas coisas aos simples e pequeninos.

A felicidade de Cristo fundamenta-se na felicidade dos apóstolos e discípulos, felicidade esta que está no fato de fazerem a vontade de Deus. Aliás, só há felicidade em nossa vida, quando a vida que nos foi dada se fundamenta na vontade de Deus. Algo que precisamos entender urgentemente.

Estamos muito tristes, não fazendo o coração de Jesus se alegrar, porque estamos muito em nós mesmos, muito presos em nós, nas nossas coisinhas, nos nossos projetos. É preciso que saiamos mais de nós e nos dirijamos ao encontro daqueles que precisam de uma palavra, de um carinho. Interessante: hoje estamos celebrando com toda a Igreja a memória de São Camilo de Léllis, que dedicou toda a sua vida servindo aos enfermos e ajudando-os sendo canal de misericórdia na vida deles. Como viveu a alegria este santo! Como deu alegria ao coração de Nosso Senhor Jesus Cristo! Por quê? Porque resolveu sair de si e foi ao encontro dos sofredores.

Somos convidados hoje para trazer a verdadeira alegria ao coração de Jesus. De que forma? Buscando ser felizes, cuja via é o amor e o serviço; como consequência, fazendo da nossa oração um momento de festejarmos em Jesus, na oração, os feitos de Deus através de nós e em nós. Meu Deus, como a nossa oração encontra-se chata! Insuportável! Por quê? Porque só queremos saber de reclamar para o Senhor; só queremos pedir, pedir e pedir, como crianças mimadas; só murmuramos, achando que Ele não nos escuta. Saiamos desta oraçãozinha medonha e rezemos como pessoas íntimas, maduras, pessoas que buscam mais fazer o que Deus quer do que querer o que Deus não quer, pois o que queremos é nocivo para a nossa salvação.

Peçamos ao Senhor a graça de servir e amar e as verdadeiras alegrias surgirão. Então nossa vida, nossa oração terá mais sabor e os problemas não terão mais o mesmo tamanho que demos a eles.


Pe. Jaldemir Vitório
Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica



LOUVANDO O PAI

A oração de Jesus resulta de uma experiência vivida no seu ministério. Enquanto os líderes religiosos do povo resistiam em aceitá-lo e converter-se ao Reino, o povo simples e inculto mostrava-se receptivo diante de sua mensagem, deixando-se tocar por ela. O fracasso junto aos sábios e doutores era, pois, compensado pelo êxito junto aos pequeninos.
Refletindo sobre este episódio, Jesus detecta a ação do Pai no coração de quem é tido como incapaz de penetrar nas profundezas do saber teológico. Evidentemente, o saber revelado pelo Pai aos pequeninos não é de caráter intelectual. Pouca serventia teria para eles um saber que leva ao orgulho e à arrogância. Eles carecem de um saber existencial, que lhes toque o fundo do coração, predispondo-os para assimilar a sabedoria do Reino. Esta, sim, pode trazer salvação, por gerar solidariedade, partilha, reconciliação, vida em comunhão. A sabedoria revelada por Deus leva os pequeninos a se reconhecerem todos como irmãs e irmãos, convocados pelo Pai para viverem o amor. Quem adquire este tipo de sabedoria, coloca-se no caminho da salvação, o caminho de Deus.
Quanto aos sábios, a auto-suficiência impede-os de entrar numa dinâmica de amor-comunhão, por recusarem a se colocar no mesmo nível dos demais. Instruídos por si mesmos, estão fadados a cultivar uma sabedoria puramente humana, ineficaz em termos de salvação.

fonte: http://www.npdbrasil.com.br

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