Mostrando postagens com marcador Salmos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Salmos. Mostrar todas as postagens

"O Reino dos Céus é como um tesouro..."

Evangelho (Mateus 13,44-46)
Segunda-Feira, 23 de Agosto de 2010

Naquele tempo disse Jesus à multidão: 44“O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. 46Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola”.

Primeira leitura (2º Coríntios 10,17–11,2)
Segunda-Feira, 23 de Agosto de 2010


Irmãos, 17quem se gloria, glorie-se no Senhor. 18Pois é aprovado só aquele que o Senhor recomenda e não aquele que se recomenda a si mesmo. 11,1Oxalá pudésseis suportar um pouco de insensatez, da minha parte. Na verdade, vós me suportais. 2Sinto por vós um amor ciumento semelhante ao amor que Deus vos tem. Fui eu que vos desposei a um único esposo, apresentando-vos a Cristo como virgem pura.

Salmo (Salmos 148)
Segunda-Feira, 23 de Agosto de 2010


— Vós jovens, vós moças e rapazes, louvai todos o nome do Senhor!
— Vós jovens, vós moças e rapazes, louvai todos o nome do Senhor!

— Louvai o Senhor Deus nos altos céus, louvai-o no excelso firmamento! Louvai-o, anjos seus, todos louvai-o, louvai-o, legiões celestiais!
— Reis da terra, povos todos, bendizei-o, e vós, príncipes e todos os juizes; e vós, jovens, e vós, moças e rapazes, anciãos e criancinhas, bendizei-o! Louvem o nome do Senhor, louvem-no todos.
— A majestade e o esplendor de sua glória ultrapassam em grandeza o céu e a terra! Ele exaltou seu povo eleito em poderio, ele é o motivo de louvor para os seus santos. É um hino para os filhos de Israel, este povo que ele ama e lhe pertence.

Homilia:

A vocação – seja qual for ela -, objetivamente é o maior valor que podemos possuir, pois ela é o caminho da plenitude da felicidade e realização de cada um de nós; por meio dela se manifesta o plano do amor de Deus na vida de cada um de nós. No entanto, subjetivamente – a partir de cada um de nós, a vocação terá o valor e a qualidade para cada um, fundamentados naquilo que viemos a deixar, para que pudéssemos viver esta vocação. Explico.

Objetivamente: a vocação é o grande dom de Deus a nós; é o chamado de Deus feito a nós, para que, percorrendo um caminho específico venhamos a nos realizar plenamente em todos os sentidos da nossa vida.

Subjetivamente: o que deixamos, para seguir este caminho, frente ao convite de chamado do Senhor? Deixamos muitas ou poucas coisas? Isso que deixamos possui um valor incomensurável? Pois quanto mais valioso é aquilo que deixamos, tanto mais valioso vai se tornar a vocação para nós.

Nunca me esqueço daquilo que fui convidado a deixar para seguir o caminho do sacerdócio: estava prestes a me casar, quando tive de sublimar um relacionamento com uma noiva maravilhosa; um futuro brilhante no exército; fui para o seminário, deixei o meu pai, que estava canceroso, em casa; tive que deixar a minha família e tantas outras coisas, minhas “riquezas”, para ir em busca do tesouro de maior valor, aquele “terreno” do Evangelho.

Hoje, percebo que seria muito feliz e realizado se não tivesse dado meu “sim” para Deus e tivesse constituído uma família no Senhor. Todavia, não seria plenamente feliz e realizado; plenamente feliz e realizado estou hoje: como pessoa, como sacerdote, como missionário na Canção Nova, pelo fato de estar na vontade de Deus.

Muitas vezes, me deu vontade de desistir. Mas por que não consegui desistir? Porque tudo aquilo que me impulsionava a desistir era infinitamente menor aos valores que deixei, fazendo com que minha vocação se tornasse o maior tesouro, maior até mesmo que tudo o que havia deixado.

Aquilo que deixamos, com amor e de forma generosa, quando fazemos para alegrar o Coração de Deus, é justamente isso que dará valor – para nós – à vocação a qual o Senhor nos chama. Para dizer que vale a pena deixar nossas preciosidades para adquirirmos a riqueza por excelência: Deus e Sua vontade em nossa vida.

Quantos resolveram optar pelas suas preciosidades e as deixaram de trocar pelo tesouro maior que é Deus e Sua vontade e, por isso, trazem por toda vida uma decepção profunda de não poder estar no lugar certo, sendo aquilo para o qual o Senhor os chamou. Sim, são felizes. Por isso, não são plenos; sempre trazem consigo a certeza de que se tivessem respondido de forma diferente seriam plenamente felizes.

Vocação acertada é certeza absoluta de vida plenamente feliz e realizada! Como sabermos se estamos na vocação certa e qual a nossa vocação? Sendo de Deus, íntimos d’Ele! Como consequência desta intimidade acontecerá a manifestação de um Deus que é Pai e que manifesta Seu plano de amor para cada um de nós.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

fonte: http://blog.cancaonova.com/homilia/

"Os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”.

Evangelho (Mateus 20,1-16a)
Quarta-Feira, 18 de Agosto de 2010


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: 1“O Reino dos Céus é como a história do patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. 2Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia, e os mandou para a vinha. 3Às nove horas da manhã, o patrão saiu de novo, viu outros que estavam na praça, desocupados, 4e lhes disse: ‘Ide também vós para a minha vinha! E eu vos pagarei o que for justo’.5E eles foram. O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três horas da tarde, e fez a mesma coisa. 6Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça, e lhes disse: ‘Por que estais aí o dia inteiro desocupados?’ 7Eles responderam: ‘Porque ninguém nos contratou’. O patrão lhes disse: ‘Ide vós também para a minha vinha’. 8Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: ‘Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos, começando pelos últimos até os primeiros!’9Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde e cada um recebeu uma moeda de prata. 10Em seguida vieram os que foram contratados primeiro, e pensavam que iam receber mais. Porém, cada um deles recebeu uma moeda de prata. 11Ao receberem o pagamento, começaram a resmungar contra o patrão: 12‘Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro’.13Então o patrão disse a um deles: ‘Amigo, eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? 14Toma o que é teu e volta para casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti. 15Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?’ 16aAssim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”.

Primeira leitura (Ezequiel 34,1-11)

1A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2“Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel! Profetiza, dizendo-lhes: Assim fala o Senhor Deus aos pastores: Ai dos pastores de Israel, que se apascentam a si mesmos! Não são os pastores que devem apascentar as ovelhas? 3Vós vos alimentais com o seu leite, vestis a sua lã e matais os animais gordos, mas não apas­centais as ovelhas. 4Não fortale­cestes a ovelha fraca, não curas­tes a ovelha doente, nem enfai­xastes a ovelha ferida. Não trou­xestes de volta a ovelha extraviada, não pro­cu­rastes a ovelha perdida; ao contrário, do­minastes sobre elas com dureza e brutalidade.
5As ovelhas dispersaram-se por falta de pastor, tornando-se presa de todos os animais selvagens. 6Minhas ovelhas vaguearam sem rumo por todos os montes e colinas elevadas. Dispersaram-se minhas ovelhas por toda a extensão do país, e ninguém perguntou por elas, nem as procurou.
7Por isso, ó pastores, escutai a palavra do Senhor: 8Eu juro por minha vida – oráculo do Senhor Deus – já que minhas ovelhas foram entregues à pilhagem e se tornaram presa de todos os animais selvagens, por falta de pastor; e porque os meus pastores não procuraram as minhas ovelhas, mas apascentaram-se a si mesmos e não as ovelhas, 9por isso, ó pastores, escutai a palavra do Senhor!
10Assim diz o Senhor Deus: Aqui estou para enfrentar os pastores e reclamar deles as minhas ovelhas. Vou tirar-lhes o ofício de pastor, e eles não mais poderão apascentar-se a si mesmos. Vou libertar da boca deles as minhas ovelhas, para não mais lhes servirem de alimento. 11Assim diz o Senhor Deus: Vede! Eu mesmo vou procurar minhas ovelhas e tomar conta delas.

Salmo (Salmos 22)

— O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.
— O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.

— O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejan­tes ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha e restaura as minhas forças.
— Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança!
— Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo; com óleo vós ungis minha cabeça, e o meu cálice transborda.
— Felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos.




Homilia:


Na época de Jesus, no tempo da colheita das uvas, os grandes proprietários, pela falta de operários em função do excesso de trabalho, saíam várias vezes ao dia para buscar pessoas desempregadas num determinado lugar; todos sabiam – trabalhadores e senhores de terras – que neste lugar combinado era o ponto de encontro para a contratação de funcionários para a colheita das vinhas. Às 6h, às 9h, às 12h e às 17h eram os horários que os donos de vinhedos passavam nos lugares combinados para contratar empregados que estivessem dispostos a serem contratados; às 18h encerrava-se a jornada de trabalho.

A parábola está profundamente mergulhada dentro deste paradigma cultural; o paradigma encontra-se de forma mais marcante quanto às formas de merecimentos que cada um possui diante de Deus; ou seja, para os rabinos e doutores da lei, cada um é amado por aquilo que tem, por aquilo que faz, por aquilo que representa para os outros em termos de importância social e econômica e não por aquilo que é: filho, filha de Deus.

Tudo desenrola-se da melhor maneira possível em termos de trabalhos na vinha, até que termina a jornada de trabalho e chega a hora do pagamento. Não haveria problemas pelo fato de uns terem sido contratados antes ou depois; o problema – para os contratados – é que cada um recebeu o mesmo valor, e começaram a pagar os que chegaram por último. Quanta injustiça para a mentalidade de concepção meritória dos rabinos e doutores da lei. Para Jesus, o que importa é que cada um recebeu o que foi combinado, para dizer que não existe “mais ou menos” salvação para as pessoas; que o fundamento da salvação não está na resposta de cada um – passa por isso – mas se fundamenta no amor gratuito de Deus por cada um, não interessando a hora que se faz a experiência com o amor d’Ele.

Precisamos descobrir o nosso lugar na Igreja e entrar para o serviço do Senhor, pois todos temos muito o que fazer, principalmente ser nesta grande vinha, que é o Reino de Deus. É inadmissível que ainda existam tantas pessoas sem ter o que fazer, sem estarem ocupadas com o anúncio do Reino de Deus.

Trabalhemos exaustivamente para agradar o coração de Nosso Senhor; trabalhemos para a Sua maior glória, sem esperar recompensas. Quem busca recompensas – como os empregados das primeiras horas – sempre se frustrarão, pois tudo que recebemos e temos é pura dádiva de Deus e não fruto de nossos méritos.

Nós nos sentimos chamados pelo Senhor? Descobrimos nosso lugar nesta grande vinha que é a Igreja? Se estas respostas são positivas é sinal de que ainda nos falta uma coisa: jamais criarmos expectativas quanto àquilo a que temos direito. Por quê? Porque somos amados não por aquilo que fazemos e o quanto fazemos, mas por aquilo que somos: filhos e filhas de Deus, amados por Ele. Trabalhemos, então, com muito amor, pois amor com amor se paga.

Na vinha do Senhor, que é a Igreja, ninguém está autorizado a ficar fora. Nem que entremos na última hora, mas que entremos; entremos para ficar e tomar o nosso lugar e para ajudar a outros a descobrirem seu lugar. São muitos os convidados, mas muitos não têm tempo; estão ocupados com muitas coisas. Que pena, pois tudo nos será tirado, menos a melhor parte, aquela que Maria de Bethânia escolheu: a fé – como fruto de um estar constantemente sentado aos pés do Mestre para escutá-Lo.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

fonte: http://blog.cancaonova.com/homilia/

Comentário ao Evangelho

OPERÁRIOS DA ÚLTIMA HORA


Os adversários de Jesus irritavam-se com a acolhida que ele dispensava a todos quantos eram vítimas da marginalização social e religiosa de sua época. Sua extraordinária misericórdia levava-o a fazer-se solidário das vítimas do desprezo e da arrogância. Todos, sem distinção, tinham lugar no seu coração.
A parábola do proprietário de uma plantação de uvas ilustra esta sua disposição interior. A bondade do vinhateiro levou-o a sair sucessivas vezes para contratar operários para sua plantação, de modo a não haver indivíduos ociosos na praça. Até mesmo uma hora antes de terminar o expediente diário, ele saiu à procura de desocupados para lhes dar trabalho. Surpreendente é que, na hora de acertar as contas, os da última hora receberam tanto quanto os da primeira hora. Isto foi motivo de protesto para estes últimos, que consideraram injustiça receber salário idêntico aos que trabalharam pouco.
O dono da vinha - imagem de Deus - age com misericórdia e bondade. E se recusa a fazer discriminações indevidas entre os seus diaristas. Uma justiça, falsamente entendida, tê-lo-ia levado a pagar aos últimos uma quantia bem inferior do que aquela paga aos primeiros. No caso de Deus, consistiria em conceder salvação abundante a uns, e relegar os demais a uma espécie de desprezo. Entretanto, como o modo divino de agir vai na direção contrária, a justiça é superada pela misericórdia. E todos são, igualmente, objetos de seu amor.

Prece
Espírito de bondade misericordiosa, que minha vida seja pautada pelo modo divino de agir, porque manifesta sua preferência por quem é vítima da marginalização.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês)

fonte:
http://www.npdbrasil.com.br/religiao/evangelho_do_dia_semana.htm#d4

“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!

Naqueles dias, 39Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.46Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. 51Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. 54Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”.
56Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.


Evangelho (Lucas 1,39-56)

Primeira leitura (Ap 11,19a; 12,1.3-6a.10ab)

19aAbriu-se o Templo de Deus que está no céu e apareceu no Templo a Arca da Aliança. 12,1Então apareceu no céu um grande sinal: uma Mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas.
3Então apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão, cor de fogo. Tinha sete cabeças e dez chifres e, sobre as cabeças, sete coroas. 4Com a cauda, varria a terça parte das estrelas do céu, atirando-as sobre a terra. O Dragão parou diante da Mulher, que estava para dar à luz, pronto para devorar o seu Filho, logo que nascesse. 5E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o Filho foi levado para junto de Deus e do seu trono. 6aA mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar.
10abOuvi então uma voz forte no céu, proclamando: “Agora realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus, e o poder do seu Cristo”.

Segunda leitura (1º Coríntios 15,20-27a)

Irmãos: 20Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. 21Com efeito, por um homem veio a morte e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos. 22Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. 23Porém, cada qual segundo uma ordem determinada: Em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda.
24A seguir, será o fim, quando ele entregar a realeza a Deus-Pai, depois de destruir todo principado e todo poder e força. 25Pois é preciso que ele reine até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés. 26O último inimigo a ser destruído é a morte. 27aCom efeito, “Deus pôs tudo debaixo de seus pés”.

Salmo (Salmos 44)

— À vossa direita se encontra a rainha,/ com veste esplendente de ouro de Ofir.
— À vossa direita se encontra a rainha,/ com veste esplendente de ouro de Ofir.

— As filhas de reis vêm ao vosso encontro,/ e à vossa direita se encontra a rainha/ com veste esplendente de ouro de Ofir.
— Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto:/ “Esquecei vosso povo e a casa paterna!/ Que o Rei se encante com vossa beleza!/ Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor!
— Entre cantos de festa e com grande alegria,/ ingressam, então, no palácio real”.

Homilía:

Hoje, dia do Senhor, domingo, quando celebramos a Páscoa dominical da Ressurreição do Senhor, queremos também celebrar a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. O Papa Pio XII, em 1950, proclama o Dogma da Assunção da Santíssima Virgem Maria, que consiste no seguinte: “Cumprido o curso de sua vida terrena, Maria foi assunta ao Céu em corpo e alma”. Para dizer que: 1º) Maria tem especial participação na Ressurreição do Filho – Ela está unida à glória do Filho; 2º) Ela é a antecipação da sorte dos eleitos – primícias e exemplo da Igreja.

Segundo a Tradição da Igreja, logo após a Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, João a teria levado para morar com ele, assumindo-a como mãe, numa cidade chamada Éfeso; todavia, antes de Maria vir a morrer – entenda-se esta morte não como consequência do pecado, pois Maria não pecou. O termo “dormição” é para dizer de uma morte diferenciada, não como qualquer morte fruto de pecado; a verdade é esta: Maria morreu – João a teria trazido para Jerusalém. Maria morre e é assunta em Jerusalém; pode se dizer que ela tenha sido velada no Monte Sião, em Jerusalém e levada para ser sepultada ao lado do Monte das Oliveiras, túmulo este que se encontra vazio – obviamente – e que pode ser visitado e visto até hoje.

A Santíssima Virgem Maria participa da Glória do Filho e é a antecipação da sorte dos eleitos; isso significa que já existe uma criatura ressuscitada no Céu, em copo e alma: Maria. Mas tudo isso devido ao fato de Deus lhe ter preparado para esta missão tão linda e particular: ser a Mãe do Filho d’Ele; todavia, houve uma colaboração e uma correspondência pela parte de Nossa Senhors. Para dizer que ela é modelo de como ser Igreja. O devoto da Virgem Maria é aquele que toma a decisão de viver as virtudes dela, a saber:

Mulher do silêncio: Precisamos aprender de Maria a silenciar o nosso coração de todas as agitações do mundo e de todo barulho, fruto das realidades que são contrárias à vontade de Deus na nossa vida. Silenciar é muito mais que não fazer barulho; silenciar é ter a coragem de retirar-se constantemente para encontrar-se com o Senhor e aí escutar o Seu Coração.

Mulher da Palavra: A Santíssima Virgem rezava os salmos; era íntima da Palavra de Deus; prova disso é ela repetir o Cântico de Ana ao se encontrar com Isabel, cântico este lá do Antigo Testamento. Muito mais que o fato de narrar esse cântico, a prova de que a Virgem Maria é a mulher da Palavra é a sua total confiança na misericórdia e na providêcia de Deus, que regia toda a sua vida e a vida do mundo.

Mulher do serviço: Maria sobe a montanha para visitar a sua parenta Isabel; ela vai à casa da prima não tendo como prioridade tratar de serviços domésticos, mas vai para levar o mistério até a vida daquela mulher, que, com certeza, muitos traumas trazia pelo fato de ter sido estéril por muitos anos – fato tido como sinal de maldição. O mistério em Maria, que é o próprio Deus, a leva até a prima, para que esta possa ser curada. Para dizer que devemos ser, efetivamente, portadores e condutores do mistério, que é Deus, às pessoas, pois Ele se encontra em nós, dentro de nós, desde o momento do nosso batismo.

Mulher da obediência: Maria só tinha olhar para a vontade de Deus, para obedecer ao Todo-poderoso nas circunstancias ordinárias da vida; é ela quem diz a cada um de nós – única frase de Maria na Sagrada Escritura, de forma direta: “Fazei tudo o que Ele vos disser.”

Viver esta Solenidade da Assunção de Maria, ser devoto de Maria, por excelência, nada mais é que obedecer a Deus e fazer com que Ele seja o Senhor, verdadeiramente, da nossa vida.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

fonte:
http://blog.cancaonova.com/homilia/

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

(Este comentário do Evangelho foi feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total)

JULGAR O QUE É JUSTO

As rupturas criadas no seio da humanidade pela pregação de Jesus põem em alerta o discípulo do Reino. Por um lado, torna-se esgotante levar adiante uma luta infindável contra as forças do anti-Reino, muitas vezes, sem se perceber resultados concretos. E isso, parece inútil. Por outro, desiludido, pode o discípulo deixar-se encantar pelos valores do anti-Reino e ser levado a romper com o Reino.

A opção pelo Reino lança-o num verdadeiro campo de batalha. E sua opção é posta à prova. Como adversários, pode encontrar até mesmo os familiares mais caros. Não seria preferível buscar a via da conciliação, à custa de abrir mão do projeto do Reino? Até quando estaria o discípulo em condições de suportar o confronto entre o amor familiar e as exigências do Reino, quando não existe coincidência entre ambos?

Daí a necessidade de julgar o que é justo e mais conveniente. A questão crucial consiste em saber quais são os critérios para se fazer este julgamento. Se a verdade, a justiça e os demais valores do Reino têm prioridade na vida do discípulo, este será capaz de opor-se às exigências familiares, quando forem contrários àqueles valores. Caso contrário, seu julgamento será incorreto, e não corresponderá ao querer divino. Em outras palavras, terá renunciado a ser discípulo de Jesus.

Prece
Espírito que leva a julgar corretamente, dá-me suficiente coragem para decidir-me sempre pelo Reino e seus valores, mesmo devendo contrariar amigos e familiares.


Extraido do site http://www.evangelhoquotidiano.org/ - Colaboração especial de Jorge Roberto Valim

ASSUNÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA - solenidade : Lc 1,39-56
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Bernardo (1091-1153), monge cistercense e Doutor da Igreja
1º Sermão para a Assunção (a partir da trad. Pain de Cîteaux 32, p. 63 rev.)
«Em Cristo, todos serão vivificados, cada qual na sua ordem» (1Cor 15, 22-23)

Hoje a Virgem Maria sobe, gloriosa, ao céu. É o cúmulo de alegria dos anjos e dos santos. Com efeito, se uma simples palavra sua de saudação fez exultar o menino que ainda estava no seio materno (Lc 1, 44), qual não terá sido sido o regozijo dos anjos e dos santos, quando puderam ouvir a sua voz, ver o seu rosto, e gozar da sua presença abençoada! E para nós, irmãos bem-amados, que festa a da sua assunção gloriosa, que motivo de alegria e que fonte de júbilo temos hoje! A presença de Maria ilumina o mundo inteiro, a tal ponto resplandece o céu, irradiado pelo brilho desta Virgem plenamente santa. Por conseguinte, é justificadamente que ecoa nos céus a acção de graças e o louvor.

Ora [...], na medida em que o céu exulta da presença de Maria, não seria razoável que o nosso mundo chorasse a sua ausência? Mas não, não nos lastimemos, porque não temos aqui cidade permanente (Heb 13, 14), antes procuramos aquela aonde a Virgem Maria chegou hoje. Se já estamos inscritos no número de habitantes dessa cidade, convém que hoje nos lembremos dela [...], compartilhemos a sua alegria, participemos nesta alegria que hoje deleita a cidade de Deus; uma alegria que depois se espalha como o orvalho sobre a nossa terra. Sim, Ela precedeu-nos, a nossa Rainha, precedeu-nos e foi recebida com tanta glória que nós, seus humildes servos, podemos seguir a nossa Rainha com toda confiança gritando [com a Esposa do Cântico dos Cânticos]:

«Arrasta-me atrás de ti. Corramos ao odor dos teus perfumes!» (Ct 1, 3-4) Viajantes sobre a terra, enviamos à frente a nossa advogada [...], a Mãe de misericórdia, para defender eficazmente a nossa salvação.

Comentário do Evangelho (Paulinas)
— Duas mulheres, mães grávidas

Quando os evangelistas tratam do relacionamento entre João Batista e Jesus, o fazem em uma perspectiva teológica, no sentido de afirmar a subordinação de João a Jesus. Na realidade, muitos discípulos de João Batista, após sua morte, ficaram à parte do movimento de Jesus, fiéis à figura de João. O realce da submissão de João a Jesus visa atrair estes discípulos para o movimento de Jesus. No episódio da Visitação a supremacia de Jesus sobre João é colocada em evidência desde os ventres maternos. Duas mulheres, mães grávidas, cheias do Espírito Santo, se encontram e se regozijam pelo andamento dos fatos em cumprimento à vontade de Deus. Uma, Maria, esposa de um operário de Nazaré, na Galileia, e outra, Isabel, esposa de um sacerdote do Templo de Jerusalém. Em seus ventres se concretiza o projeto salvífico de Deus. É do ventre feminino que brotam o Precursor e o Filho do homem, Filho de Deus eterno, que vem comunicar sua vida a todos. Em resposta à saudação de Isabel, Maria pronuncia seu cântico, no qual, com brevidade, apresenta a obra salvífica de Deus, em relação a ela, à humanidade em geral e aos remanescentes de Israel. Maria exalta a Deus e se alegra porque, nela, em sua humildade, Deus fez coisas grandiosas, concedendo-lhe a maternidade divina. Em sua misericórdia para com os oprimidos, Deus dispensa os ricos poderosos e coloca o mundo nas mãos dos pobres famintos e humildes. E com a mesma misericórdia acolhe, dentre os descendentes de Abraão, os remanescentes fiéis que buscam sinceramente a Deus. Maria manifesta sua fé humilde, consciente e comprometida com a causa dos pobres.
Autor: José Raimundo Oliva

Oração
Pai, conduze-me pelos caminhos de Maria, tua fiel servidora, cuja vida se consumou, sendo exaltada por ti. Que, como Maria, eu saiba me preparar para a comunhão plena contigo.

“Deixai as crianças e não as proibais de vir a mim, porque delas é o Reino dos Céus”.

Naquele tempo, 13levaram crianças a Jesus, para que impusesse as mãos sobre elas e fizesse uma oração. Os discípulos, porém, as repreendiam. 14Então Jesus disse: “Deixai as crianças e não as proibais de vir a mim, porque delas é o Reino dos Céus”. 15E depois de impor as mãos sobre elas, Jesus partiu dali.

Evangelho (Mateus 19,13-15)
Sábado, 14 de Agosto de 2010


Primeira leitura (Ezequiel 18,1-10.13b.30-32)

1A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2“Que provérbio é esse que andais repetindo em Israel: ‘Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos ficaram embotados?’ 3Juro por minha vida — oráculo do Senhor Deus —, já não haverá quem repita esse provérbio em Israel. 4Todas as vidas me pertencem. Tanto a vida do pai como a vida do filho são minhas. Aquele que pecar é que deve morrer.
5Se um homem é justo e pratica o direito e a justiça, 6não participa de refeições rituais sobre os montes, não levanta os olhos para os ídolos da casa de Israel, não desonra a mulher do próximo, nem se aproxima da mulher menstruada; 7se não oprime ninguém, devolve o penhor devido, não pratica roubos, dá alimento ao faminto e cobre de vestes o que está nu; 8se não empresta com usura, nem cobra juros, afasta sua mão da injustiça, e julga imparcialmente entre homem e mulher; 9se vive conforme as minhas leis e guarda os meus preceitos, praticando-os fielmente, tal homem é justo e, com certeza, viverá — oráculo do Senhor Deus.
10Mas, se tiver um filho violento e assassino, que pratica uma dessas ações, 11embora o pai não as tenha praticado, e participa de refeições rituais sobre os montes, desonra a mulher do próximo, 12oprime o pobre e o necessitado, pratica a rapina, não devolve o penhor, levanta os olhos para os ídolos, faz coisas abomináveis, 13btal filho de modo algum viverá. Porque fez todas essas coisas abomináveis, com certeza, morrerá; ele é responsável pela sua própria morte.
30Pois bem, vou julgar cada um de vós, ó casa de Israel, segundo a sua conduta — oráculo do Senhor Deus. Arrependei-vos, convertei-vos de todas as vossas transgressões, a fim de não terdes ocasião de cair em pecado. 31Afastai-vos de todos os pecados que praticais. Criai para vós um coração novo e um espírito novo. Por que haveis de morrer, ó casa de Israel? 32Pois eu não sinto prazer na morte de ninguém — oráculo do Senhor Deus. Convertei-vos e vivereis!”

Salmo (Salmos 50)

— Ó Senhor, criai em mim um coração que seja puro!
— Ó Senhor, criai em mim um coração que seja puro!

— Criai em mim, um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!
— Dai-me de novo a alegria de ser salvo e confirmai-me com espírito generoso! Ensinarei vosso caminho aos pecadores, e para vós se voltarão os transviados.
— Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, e, se oferto um holocausto, o rejeitais. Meu sacrifício é minha alma penitente, não desprezeis um coração arrependido!


Homilia:


Aprendamos com as crianças!
Padre Pacheco

fonte:
http://blog.cancaonova.com/homilia/

No tempo de Jesus, as crianças menores de doze anos, assim como as mulheres, os publicanos, os pastores de ovelhas e os cobradores de impostos, não possuíam valor algum na sociedade. Eram insignificantes. Todavia, os meninos ao completarem doze anos e ser levados ao templo, a partir desse momento, já passavam a ser vistos de outra forma. Daí o fato de os apóstolos impedirem as crianças de ir até Jesus. Isso não porque não gostassem de crianças; mas sim porque elas nada significavam para importunar o Mestre.

Cristo aproveita a ocasião e a oportunidade para formar os discípulos acerca do que é o Reino de Deus Pai e a quem este pertence: no caso, por excelência, às crianças. O Senhor quer ensinar-nos que o Reino nada mais é que adesão a Ele e amor fraterno aos irmãos, ou seja, as crianças têm muito a nos ensinar sobre o significado de aderir a algo e o amor fraterno.

Uma das características mais marcantes em uma criança é a confiança que ela possui no pai e na mãe – quando estes são pais e mães de verdade e não apenas genitores – é fundamental ressaltar isso em nossos dias diante de tanta irresponsabilidade paterna e materna. A criança confia plenamente no pai e na mãe e, em suas brincadeiras, se lança, se joga, nos braços deles [pais], não interessando a altura e a distância, pois sabem que estes, no momento certo, vão pegá-la, por isso, ela se abandona!

Da mesma forma, as crianças, por causa da sua sinceridade, muitas e muitas vezes, fazem os pais passarem vergonha; não porque aprontam – na maioria das vezes – mas porque não têm trava na língua, não têm máscaras, são sinceras, francas, transparentes, verdadeiras, doa a quem doer. Elas não jogam com ninguém: ou elas gostam ou não gostam de alguém. Aderir a Jesus Cristo significa justamente isso: passar a viver sem máscaras, sem mentiras, sem hipocrisia diante de Deus, de si e dos outros; significa confiar inteiramente no Senhor, sabendo que Ele não nos abandona e que vai nos segurar naqueles momentos mais difíceis em nossa vida. Aderir a Jesus Cristo é lançar-se, sem medo, ao encontro da Sua vontade e da Sua Pessoa buscando viver uma profunda intimidade com Ele.

A criança nos mostra a outra característica do Reino de Deus, que é o amor fraterno entre os irmãos. É lindo ver quando uma criança discute, briga, se desentende com a outra. Ela não teme dizer as coisas, dar-se a conhecer, dizer o que pensa à outra pessoa; ela fere a outra criança com suas palavras, com seu egoísmo, para dizer que ela é gente, humana, passiva de erros como qualquer pessoa. Todavia, passando poucos minutos, aquela criança que brigou, fez o que fez, já se encontra totalmente em paz com a outra. Para dizer: a criança possui uma capacidade de perdoar que causa inveja aos adultos, que se julgam tão sabidos e tão estudados; donos do mundo. Criança não leva mágoa e ressentimento para casa.

No amor fraterno, a criança não tem medo de sorrir e brincar; ela não leva a vida tão a sério. Bobagem quem se acha muito sério nesta vida, quem não acha oportunidade – ou melhor: quem não se dá a oportunidade – para sorrir e brincar. Aliás, quem leva tudo muito a sério acaba se achando importante demais, até mesmo para sorrir e brincar. Só quem sabe sorrir saberá tomar decisões corretas a respeito da vida, pois saberá modificar o ambiente em que vive e acabará influenciando o maior número de pessoas ao seu redor. Pela graça da alegria, recuperamos a nossa capacidade de nos divertir. Quem não souber ou não quiser se divertir não poderá ir para o céu, lugar de delícias e alegrias. Isto é o Reino de Deus, prometido às crianças.

Sejamos como as crianças: simples, alegres, verdadeiras, confiantes, inteiras em tudo que formos fazer, e, acima de tudo, com grande coragem e capacidade de tomar a decisão por perdoar.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

"Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”.

Naquele tempo, 3alguns fariseus aproximaram-se de Jesus, e perguntaram, para o tentar: “É permitido ao homem despedir sua esposa por qualquer motivo?” 4Jesus respondeu: “Nunca lestes que o Criador, desde o início, os fez homem e mulher? 5E disse: ‘Por isso, o homem deixará pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne’? 6De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”.7Os fariseus perguntaram: “Então, como é que Moisés mandou dar certidão de divórcio e despedir a mulher?” 8Jesus respondeu: “Moisés permitiu despedir a mulher, por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o início. 9Por isso, eu vos digo: quem despedir a sua mulher — a não ser em caso de união ilegítima — e se casar com outra, comete adultério”. 10Os discípulos disseram a Jesus: “Se a situação do homem com a mulher é assim, não vale a pena casar-se”.11Jesus respondeu: “Nem todos são capazes de entender isso, a não ser aqueles a quem é concedido. 12Com efeito, existem homens incapazes para o casamento, porque nasceram assim; outros, porque os homens assim os fizeram; outros, ainda, se fizeram incapazes disso por causa do Reino dos Céus. Quem puder entender entenda”.

Evangelho (Mateus 19,3-12)
Sexta-Feira, 13 de Agosto de 2010


Primeira leitura (Ezequiel 16,1-15.60.63)

1A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2“Filho do homem, mostra a Jerusalém suas abominações. 3Dirás: Assim fala o Senhor Deus a Jerusalém: Por tua origem e nascimento és do país de Canaã. Teu pai era um amorreu e tua mãe uma hitita. 4E como foi o teu nascimento? Quando nasceste, não te cortaram o cordão umbilical, não foste banhada em água, nem es­fre­gada com salmoura nem envolvida em faixas.
5Ninguém teve dó de ti, nem te prestou algum desses serviços por compaixão. Ao contrário, no dia em que nasceste, eles te deixaram exposta em campo aberto, porque desprezavam a tua vida. 6Então, eu passei junto de ti e vi que te debatias no próprio sangue. E enquanto estavas em teu sangue, eu te disse: “Vive!” 7Eu te fiz crescer exuberante como planta silvestre. Tu cresceste e te desenvolveste, e chegaste à puberdade. Teus seios se firmaram e os pêlos cresceram; mas estavas inteiramente nua. 8Passando junto de ti, percebi que tinhas chegado à idade do amor. Estendi meu manto sobre ti para cobrir tua nudez. Fiz um juramento, estabelecendo uma aliança contigo — oráculo do Senhor —, e tu foste minha.
9Banhei-te na água, limpei-te do sangue e ungi-te com perfume. 10Eu te revesti de roupas bordadas, calcei-te com sandálias de fino couro, cingi-te de linho e te cobri de seda. 11Eu te enfeitei de joias, pus braceletes em teus braços e um colar no pescoço. 12Eu te pus um anel no nariz, brincos nas orelhas e uma coroa magnífica na cabeça. 13Estavas enfeitada de ouro e prata, tuas ves­timentas eram de linho finíssimo, de seda e de bordados. Eu te nutria com flor de farinha, mel e óleo. Ficaste cada vez mais bela e chegaste à realeza.
14Tua fama se espalhou entre as nações por causa de tua beleza perfeita, devido ao esplendor com que te cobri — oráculo do Senhor. 15Mas puseste tua confiança na beleza e te prostituíste graças à tua fama. E sem pudor te oferecias a qualquer passante. 60Eu, porém, me lembrarei de minha aliança contigo, quando ainda eras jovem, e vou estabelecer contigo uma aliança eterna. 63É para que te recordes e te envergonhes, e na tua confusão não abras mais a boca, quando eu te houver perdoado tudo o que fizeste, — oráculo do Senhor Deus”.

Salmo (Isaías 12,2-4.5-6)

— Acalmou-se a vossa ira e enfim me consolastes.
— Acalmou-se a vossa ira e enfim me consolastes.

— Eis o Deus, meu Salvador, eu confio e nada temo; o Senhor é minha força, meu louvor e salvação. Com alegria bebereis no manancial da salvação. E direis naquele dia: “Dai louvores ao Senhor, invocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas, dentre os povos proclamai que seu nome é o mais sublime.
— Louvai cantando ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos, publicai em toda a terra suas grandes maravilhas! Exultai cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!”

Homilia:

O problema do divórcio na vida matrimonial não é de hoje: é de todo o sempre, desde que homem é homem; foi legalizado há pouco tempo, mas já é uma prática desde muito tempo. Aliás, o divórcio sempre foi um dos principais projetos do coração de satanás para destruir os filhos de Deus. A carta de divórcio – fruto de uma lei positiva, ou seja, uma lei criada pelos homens – não deve ser obedecida e seguida, pois vai contra a lei natural, lei esta que Deus colocou dentro do coração do homem, que é a sua consciência. A lei do divórcio é legal – por ser lei -, mas é imoral – não é nada “legal”, pois é projeto do coração do diabo colocado no coração dos homens.

Por que o número dessa prática [divórcio] está cada vez maior? Porque só é capaz de casar com alguém aquela pessoa que se casou consigo primeiro. Como vou viver uma comunhão com alguém se em mim está tudo fragmentado, dividido? Não tem como!

Por outro lado, as famílias encontram-se – especialmente esposo e esposa – totalmente distantes do tripé que rege o sacramento do matrimônio: espiritualidade, diálogo e cultivo.

Espiritualidade: Onde estão as famílias? Alimentando-se da Palavra de Deus e da Eucaristia dominical? Existem muitas famílias que se reúnem para quinze horas de novela semanal e não têm uma hora de seu tempo para a Santa Missa no domingo. Há famílias que sabem da vida de todo o mundo, mas não sabem da história da salvação contida na Sagrada Escritura. E depois queremos perguntar o porquê das coisas estarem indo de “medonho para infernal?”

Diálogo: Dialogar é diferente de conversar. Conversar é falar daquilo que está fora; dialogar é falar daquilo que está dentro, dentro do coração; é partilhar vida, intimidade; é dar-se a conhecer e conhecer o outro; significa rasgar o coração na presença da pessoa amada, sem medo de não ser acolhido (a). Quantas meninas buscam o colo de outros homens em casas de prostituição e motéis, porque não encontram o colo do pai dentro de casa; aliás, pai que não pega filha no colo, pega a filha no colo dos outros. Quantos esposos na “zona”, à beira de um balcão de bebida, buscando diálogo, pois não têm condições e espaço para dialogar em casa? Quantos filhos cheirando “uma carreira” de cocaína, “beijando um baseado” de maconha, um cachimbo com crack, porque não encontram o rosto de pai e mãe em casa, para poder cheirar e beijar… E assim por diante. Onde estão os casais que dialogam e não brigam? Que estendam a mão para acolher e não para apontar erros e defeitos?

Cultivo: Cultivar uma planta significa cuidar, zelar, exige cuidado, exige abaixar-se constantemente em direção à planta para arrancar as ervas daninhas que estão ali e querem impedir o crescimento e o desenvolvimento da planta. Esposos e esposas são convidados a cultivarem-se. Como fazer isso? Namorar! Os casais não namoram mais; um para um lado e outro para o outro.

O casal é convidado, os dois juntos, a se abaixar num gesto de profunda humildade e a arrancar aquilo que não presta; não “do pé da planta” que é a outra pessoa, mas da sua vida, ou seja, cada um dos cônjuges ter a humildade de reconhecer seus erros e mudar. E se colocarem a serviço para servirem-se mutuamente, colocando a pessoa amada como aquela que deve ser servida.

Se vivermos este tripé, não precisaremos exigir uma carta assinada por satanás. O divórcio existe, pois pessoas divididas só podem querer se separar das outras. Nunca nos esqueçamos desta verdade: o amor é mais forte do que a morte! Porém, ele morre. Como? O amor nunca morre de morte natural: ele é sempre assassinado. Principalmente, quando algum dos pés é quebrado deste tripé: espiritualidade, diálogo e cultivo.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

fonte:
http://blog.cancaonova.com/homilia/

Comentário ao Evangelho

SUPERANDO UMA MENTALIDADE

Jesus recusou-se a pactuar com a mentalidade de certas correntes rabínicas de sua época, no tocante à indissolubilidade do matrimônio. O modo superficial como colocavam o problema levava-os a se desviarem do projeto original de Deus.
A introdução do divórcio, na Lei mosaica, era uma forma de concessão divina à dureza de coração do povo. "No começo não foi assim." Isto é, o divórcio não estava, originalmente, nos planos de Deus. Se a humanidade fosse menos obstinada e mesquinha, seria desnecessário prever o direito de o homem repudiar sua mulher.
No projeto divino, o matrimônio corresponderia a uma união tão profunda entre os esposos, a ponto de se tornarem uma só carne. A comunhão, assim pensada, exclui qualquer possibilidade de separação. Esta corresponderia a privar o corpo humano de um de seus membros. O esposo separado da esposa e, vice-versa, seria, pois, um corpo mutilado.
O discípulo do Reino sabe precaver-se da mentalidade divorcista leviana, esforçando-se por comungar com o pensar de Deus. E se recusa a agir como os fariseus, preocupados em conhecer os motivos pelos quais o marido pode repudiar sua mulher. O casal cristão, pelo contrário, interessa-se por conhecer aquilo que pode uni-lo mais ainda, de forma a consolidar a união realizada por Deus. E nada poderá separá-lo.

Prece
Espírito que gera comunhão, inspira os casais cristãos a buscarem sempre o caminho da consolidação dos laços matrimoniais, obra do próprio Deus.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês.)
fonte:
http://www.npdbrasil.com.br

“Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim?

Naquele tempo, 18,21Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei tudo’. 27Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’.
29O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei’. 30Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muitos tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’
34O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”. 19,1Ao terminar estes discursos, Jesus deixou a Galileia e veio para o território da Judeia além do Jordão.
Evangelho (Mateus 18,21-19,1)
Quinta-Feira, 12 de Agosto de 2010


Primeira leitura (Ezequiel 12,1-12)
Leitura da Profecia de Eze­quiel.


1A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2“Filho do homem, estás morando no meio de um povo rebelde. Eles têm olhos para ver e não vêem, ouvidos para ouvir e não ouvem, pois são um povo rebelde. 3Quanto a ti, Filho do homem, prepara para ti uma bagagem de exilado, em pleno dia, à vista deles. Emigrarás do lugar onde estás, à vista deles, para outro lugar. Talvez percebam que são um povo rebelde. 4Deverás tirar a bagagem em pleno dia, à vista deles, como se fosse a bagagem de um exilado. Mas deverás sair à tarde, à vista deles, como quem vai para o exílio.
5À vista deles deverás cavar para ti um buraco no muro, pelo qual sairás; 6deverás carregar a bagagem nas costas e retirá-la no escuro. Deverás cobrir a face para não ver o país, pois eu fiz de ti um sinal para a casa de Israel”.
7Eu fiz assim como me foi ordenado. Tirei a bagagem durante o dia, como se fosse a bagagem de exilado; à tarde, abri com a mão um buraco no muro. Saí no escuro, carregando a bagagem às costas, diante deles. 8De manhã, a palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 9“Filho do homem, não te perguntaram os da casa de Israel, essa gente rebelde, o que estavas fazendo?
10Dize-lhes: Assim fala o Senhor Deus: Este oráculo refere-se ao príncipe de Jerusalém e a toda a casa de Israel que está na cidade. 11Dize: Eu sou um sinal para vós. Assim como eu fiz, assim será feito com eles: irão cativos para o exílio. 12O príncipe que está no meio deles levará a bagagem às costas e sairá no escuro. Farão no muro um buraco para sair por ele. O príncipe cobrirá o rosto para não ver com seus olhos o país.

Salmo (Salmos 77)

— Das obras do Senhor não se esqueçam.
— Das obras do Senhor não se esqueçam.

— Mesmo assim, eles tentaram o Altíssimo, recusando-se a guardar os seus preceitos. Como seus pais, se transviaram, e o traíram como um arco enganador que volta atrás;
— Irritaram-no com seus lugares altos, provocaram-lhe o ciúme com seus ídolos. Deus ouviu e enfureceu-se contra eles, e repeliu com violência a Israel.
— Entregou a sua arca ao cativeiro, e às mãos do inimigo a sua glória; fez perecer seu povo eleito pela espada, e contra a sua herança enfureceu-se.

Homilia:

A principal condição para o bom êxito da comunidade cristã é o perdão sem limites. Pedro se acha generoso, sugerindo ele próprio o número sete como resposta à sua pergunta sobre a frequência com que se deve perdoar: “Até sete vezes?”

Entre os judeus costumava-se perdoar de duas a três vezes ao homem que tinha pecado contra alguém. Pedro, por sua vez, procura se apresentar muito misericordioso para Jesus e faz uma média dizendo que quer se propor a perdoar o dobro de vezes do costume vivido; mais ainda: atrás do número sete do apóstolo encontra-se no coração dele o seguinte desejo, dito em outras palavras a Jesus: “Mestre, quero perdoar de forma perfeita – pois o sete indica perfeição.”

Cristo surpreende o apóstolo ao responder: “Não te digo até sente vezes – o dobro; de forma perfeita – mas setenta vezes sete.” Ou seja, o que Jesus diz a Pedro? Quero que perdoe “perfeitamente vezes perfeitamente”; “infinitamente vezes infinitamente.” Este é o perdão que Jesus quer de Pedro e de cada um de nós.

Agora, na realidade prática da vida, como entender isso? Primeiramente devemos entender que perdão não é fruto de sentimentos, mas de decisão. Para dizer que o dia em que eu sentir vontade de perdoar alguém, devo ter a certeza de que não preciso mais perdoá-lo, pois já lhe perdoei. Perdão é fruto de uma decisão!

Como conseguirei me decidir pelo perdão? Quando eu entender que devo perdoar não porque a pessoa que me ofendeu e me machucou merece ou precisa de meu perdão. Não, perdoo porque eu preciso perdoar, porque eu preciso me libertar dessas amarras e correntes que me prendem quando não perdoo as pessoas.

Quantas pessoas dizem: “Padre, nunca perdoei nem vou perdoar, pois não esqueci e não vou esquecer do que me fizeram.” Ótimo, graças a Deus! Por quê? Porque esquecimento não é fruto de perdão, é fruto de uma doença chamada “Mal de Alzheimer!”

Agora, não basta simplesmente tomar a decisão; tomar a decisão é a realidade fundamental para chegarmos ao perdão completo e verdadeiro, pois se ficássemos somente na decisão, quando viessem as lembranças, logo a decisão seria submergida pela dor da ofensa sofrida; a decisão é um passo – o primeiro – fundamental, para que eu comece a me abrir aos sentimentos de Cristo, ou seja, de compaixão e de misericórdia – especialmente neste caso – tomará o seu devido lugar em meu coração e me curará, quando eu me abrir a esta compaixão e misericórdia, para que possa ser compassivo e ser misericordioso com meu irmão. Aliás, só é compassivo e misericordioso com os outros aquele que saboreou da compaixão e da misericórdia de Jesus Cristo. A decisão de perdoar me abre ao fato de mergulhar no Coração misericordioso e compassivo de Nosso Senhor Jesus Cristo. Tomado e abraçado por esta compaixão e misericórdia, passo a ter as devidas condições de perdoar de forma plena e total; justamente porque conseguirei proporcionar ao outro aquilo que um dia recebi. Ninguém dá aquilo que não tem. Por isso podemos entender aquele homem que não teve misericórdia do seu devedor; ele foi perdoado, devendo muitíssimo mais, mas não teve a coragem de perdoar aquele que pouco lhe devia. Por quê? Porque não tomou a decisão de perdoar; não foi abraçado pela compaixão e misericórdia; e porque não foi tomado pela compaixão e misericórdia, não teve condições de perdoar.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

fonte:
http://blog.cancaonova.com/homilia

Comentário ao Evangelho

RECONHECER-SE PERDOADO

A parábola evangélica visava desmascarar a intransigência de certos líderes da comunidade cristã primitiva, por demais severos, quando se tratava de perdoar as faltas alheias. Quiçá, o contraponto desta atitude fosse uma condescendência com os próprios pecados, para os quais fechavam os olhos.
Tais líderes são comparados com o servo desalmado que, após ter sido perdoado de uma dívida incalculável, mostra-se sem compaixão para com o companheiro que lhe devia uma quantia insignificante. A quantia exagerada que o primeiro servo devia - dez mil talentos - sublinha que, por maior que fosse o perdão concedido aos membros faltosos, sempre seria inferior ao perdão que Deus concedia à liderança da comunidade. Em última análise, o perdão concedido deveria corresponder a um gesto de reconhecimento pelo perdão recebido de Deus.
O senhor da parábola foi inclemente com o servo incapaz de ser misericordioso, uma vez que tinha sido, por primeiro, objeto de misericórdia. A lição é evidente. Quem não perdoa, não será perdoado. Quem não corresponde à misericórdia de Deus, sendo misericordioso com seu próximo, receberá o castigo divino. Quem não demonstra para com o próximo a mesma paciência que recebeu de Deus, será vítima da cólera divina. Portanto, quem se sabe infinitamente perdoado, tem a obrigação de estar sempre disposto a perdoar.

Prece
Espírito que ensina a perdoar, dispõe-me a conceder o perdão a quem me ofende, consciente de que o Pai também está sempre pronto a me perdoar.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês.)

fonte:
http://www.npdbrasil.com.br

Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 15“Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, à sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. 16Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. 17Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público.18Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. 19De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isto vos será concedido por meu Pai que está nos céus. 20Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estou ali, no meio deles”.
Evangelho (Mateus 18,15-20)
Quarta-Feira, 11 de Agosto de 2010


Primeira leitura (Ezequiel 9,1-7;10,18-22)
Leitura da Profecia de Eze­quiel.


Senhor gritou a meus ouvidos, com voz forte: “Aproxima-se o castigo da cidade! Cada um tenha sua arma destruidora na mão!” 2Então, eu vi seis homens vindo da porta superior, voltada para o norte, cada qual empunhando uma arma de destruição. Entre eles havia um homem vestido de linho, que levava um estojo de escriba na cintura. Eles foram colocar-se junto do altar de bronze. 3Então a glória do Deus de Israel elevou-se de cima do que­ru­bim sobre o qual estava, em direção à soleira do Templo. E chamou o homem vestido de linho, que levava um estojo de escriba à cintura. 4O Senhor disse-lhe: “Passa pelo meio da cidade, por Jerusalém, e marca com uma cruz na testa os homens que gemem e suspiram por causa de tantos horrores que nela se praticam”. 5E escutei o que ele dizia aos outros: “Percorrei a cidade atrás dele e matai sem dó nem piedade. 6Matai velhos, jovens e moças, mulheres e crianças, matai a todos, até o extermínio. Mas não toqueis em nenhum homem sobre quem estiver a cruz. Co­meçai pelo meu santuário”. E eles começaram pelos anciãos que estavam diante do Templo.
7Ele disse-lhe: “Profanai o Templo, enchei os átrios de cadáveres. Ide”. E eles saíram para matar na cidade! 10,18Então a glória do Senhor saiu da soleira do Templo e parou sobre os querubins. 19Os querubins levantaram suas asas e elevaram-se da terra à minha vista, partindo juntamente com eles as rodas. Eles pararam à entrada da porta oriental do Templo do Senhor, e a glória do Deus de Israel estava em cima deles.
20Eram estes os seres vivos que eu tinha visto debaixo do Deus de Israel, nas margens do rio Cobar, e compreendi que eram querubins. 21Cada um tinha quatro faces e quatro asas, e debaixo das asas, uma forma de mão humana. 22Suas faces eram semelhantes às faces que eu tinha visto junto ao rio Cobar. Cada um seguia em sua frente.


Salmo (Salmos 112)

— A glória do Senhor vai além dos altos céus.
— A glória do Senhor vai além dos altos céus.

— Louvai, louvai, ó servos do Senhor, louvai, louvai o nome do Senhor! Bendito seja o nome do Senhor, agora e por toda a eternidade!
— Do nascer do sol até o seu ocaso, louvado seja o nome do Senhor! O Senhor está acima das nações, sua glória vai além dos altos céus.
— Quem pode comparar-se ao nosso Deus, ao Senhor, que no alto céu tem o seu trono e se inclina para olhar o céu e a terra?


Homilia:

Mateus, no capítulo 18 do seu Evangelho – um trecho deste capítulo, inclusive, é o Evangelho de hoje – quer trazer à sua comunidade e a toda a Igreja algumas regras fundamentais para que haja comunidade e para que se possa viver bem nesta.

No Evangelho de hoje Jesus exorta sobre a postura que devemos tomar diante do irmão que venha a errar; este erro não é propriamente um pecado na maioria das vezes, ou seja, sou convidado a ir ao meu irmão, e muito mais que corrigi-lo, ir a ele e mostrar-lhe a verdade que está em mim. Muitas e muitas vezes, na comunidade, as pessoas nos fazem muitas coisas maravilhosas para que possamos crescer; todavia, a forma que o irmão adota, muitas vezes, para fazer isso não é o melhor caminho. Por exemplo: muito mais que dizer aquilo que precisamos escutar, bem dizer aquilo que precisamos escutar; não basta dizer, é preciso bem dizer as coisas com o máximo possível de verdade e caridade.

Cristo nos exorta a termos a coragem e a caridade de ajudar nossos irmãos, eles errando ou não, com muita caridade, chamá-los a sós e dizer aquilo que não caiu bem em nosso coração, para que eles cuidem, da próxima vez, em fazer ou dizer algo. Tudo isso, muito mais que no intuito de corrigir o irmão para que ele não nos machuque mais, ajudá-lo a ser melhor e a servir melhor.

Contudo, se o irmão não aceitar o que foi dito, tenho de chamar outras pessoas para que falem com ele; estas pessoas não devem ir com respostas sentenciadas em direção a ele e devem ser as mais respeitadas e queridas por este irmão, para que ele se sinta amado e venha a se emendar. Agora, se nem assim ele aceitar ajuda, então a própria comunidade – a Igreja - deve tomar a decisão de respeitar a sua decisão: ele não quer estar em comunidade e viver nela. É preciso respeitá-lo.

Estamos vivendo e rezando, nesta semana, pelas famílias do mundo inteiro, na Igreja do Brasil; estamos na Semana da Família. Especificando esta Palavra, dentro do fator família: como seriam diferentes nossas famílias se tivéssemos a coragem de viver o diálogo dentro de casa…! Dialogar significa falar daquilo que está dentro do coração, ou seja, das realidades mais profundas acerca daquilo que estamos sentindo e vivendo e sobre o que estamos percebendo das pessoas que amamos e vivemos dentro de casa. Se vivêssemos esta correção fraterna dentro de casa, certamente desligaríamos as pessoas que amamos das correntes e amarras do pecado! Desligar não significa retirar a pessoa da nossa relação; pelo contrário, significa ajudá-la a romper com tudo aquilo que a faz estar presa e não caminhar como deveria: em Deus, na comunidade de fé, a começar pela família.

No entanto, infelizmente, nos encontramos tão indiferentes uns com os outros, a começar pelas pessoas que mais perto de nós se encontram, especialmente, lá dentro da nossa casa . Quanta indiferença, individualismo, egoísmo, divisão! Consequência disso? Cada um se encontra amarrado, ligado pelas teias do pecado e da morte. Simplesmente pelo fato de não termos a coragem de nos abrirmos uns com os outros num profundo diálogo e transparência. Sem isso, impossível de vivermos comunidade.

Vamos nos ajudar e ajudar nossos irmãos a se desligarem de tudo aquilo que divide, fragmenta, provoca cisão! Unidade e amor: eis a identidade do cristão, Cristianismo este que começa dentro da família: Célula-mãe da sociedade; Igreja doméstica; santuário da vida. Ah! Se fosse isso mesmo…

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

fonte:http://blog.cancaonova.com/homilia/

Comentário ao Evangelho

CORRIGIR COM DISCERNIMENTO

É preciso agir com extremo discernimento, quando se trata de afastar um membro da comunidade do convívio fraterno. Em geral, as lideranças da comunidade são tentadas a deixar-se levar por critérios irrelevantes, revelando-se injustos contra quem cometeu uma falta. Uma decisão deste porte não pode depender de preconceitos ou do que pensam os líderes. Importa somente fazer a vontade de Deus.
A comunidade cristã deve rezar e refletir muito, antes de excomungar alguém. Sua decisão deve corresponder ao pensamento de Jesus. Por isso, é necessário evitar que a reunião onde se toma uma tal decisão se assemelhe a um tribunal onde se submete a pessoa a um juízo inclemente. O melhor lugar para se decidir isso é a assembléia eucarística. A ela se refere a afirmação do Senhor: "Onde dois ou três estão reunidos em meu nome, estou ali, no meio deles". Neste caso, trata-se de uma reunião bem específica, na qual a comunidade põe-se de acordo para pedir a luz divina, antes de decidir sobre a sorte do membro que errou. Se a comunidade pede com sinceridade, poderá estar certa de ser atendida pelo Pai.
A decisão comunitária, se tomada seriamente, terá o aval de Deus. Ou seja, se o membro for desligado da comunidade terrestre, será também desligado da comunidade celeste. O Pai confirma o veredicto da comunidade que agiu com discernimento.

Prece
Espírito de seriedade, livra-nos da leviandade e, afastar da comunidade os membros que erraram. Pelo contrário, que o façamos após a devida ponderação diante do Senhor.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês.)
fonte:http://www.npdbrasil.com.br/

“O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens. Eles o matarão, mas no terceiro dia ele ressuscitará”.

Naquele tempo, 22quando Jesus e os seus discípulos estavam reunidos na Galileia, ele lhes disse: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens. 23Eles o matarão, mas no terceiro dia ele ressuscitará”. E os discípulos ficaram muito tristes. 24Quando chegaram a Cafarnaum, os cobradores do imposto do Templo aproximaram-se de Pedro e perguntaram: “O vosso mestre não paga o imposto do Templo?” 25Pedro respondeu; “Sim, pa­ga”. Ao entrar em casa, Jesus adiantou-se, e perguntou: “Simão, que te parece: Os reis da terra cobram impostos ou taxas de quem: dos filhos ou dos estranhos?” 26Pedro respondeu: “Dos estranhos!” Então Jesus disse: “Logo os filhos são livres. 27Mas, para não escandalizar essa gente, vai ao mar, lança o anzol, e abre a boca do primeiro peixe que pescares. Ali encontrarás uma moeda; pega então a moeda e vai entregá-la a eles, por mim e por ti”.
Evangelho (Mateus 17,22-27)
Segunda-Feira, 9 de Agosto de 2010


Primeira leitura (Ezequiel 1,2-5.24-28c)
Leitura da Profecia de Eze­quiel.


2No dia cinco do mês – esse era o quinto ano do exílio do rei Joaquim –, 3a palavra do Senhor foi dirigida a Ezequiel, filho do sacerdote Buzi, na terra dos caldeus, junto ao rio Cobar. Foi ali que a mão do Senhor esteve sobre ele. 4Eu vi que um vento impetuoso vinha do norte, uma grande nuvem envolta em claridade e relâmpagos; no meio brilhava algo como se fosse ouro incandescente. 5No centro aparecia a figura de quatro seres vivos. Este era o seu aspecto: cada um tinha a figura de homem. 24E eu ouvi o rumor de suas asas: Era como um estrondo de muitas águas, como a voz do Poderoso. Quando se moviam, o seu ruído era como o barulho de um acampamento; quando paravam, eles deixavam pender as asas. 25O ruído vinha de cima do fir­ma­mento, que estava sobre suas cabeças. 26Acima do fir­mamento que estava sobre as cabeças, havia algo parecido com safira, uma espécie de trono, e sobre essa espécie de trono, bem no alto, uma figura com aparência humana.27E eu vi como que um brilho de ouro incandescente, envolvendo essa figura como se fosse fogo, acima daquilo que parecia ser a cintura; abaixo daquilo que parecia ser a cintura vi algo como fogo e, em sua volta, um círculo luminoso. 28cEsse círculo luminoso tinha o mesmo aspecto do arco-íris, que se forma nas nuvens em dia de chuva. Tal era a aparência visível da glória do Senhor. Ao vê-la, caí com o rosto no chão.


Salmo (Salmos 148)

— Da vossa glória estão cheios o céu e a terra.
— Da vossa glória estão cheios o céu e a terra.

— Louvai o Senhor Deus nos altos céus, louvai-o no excelso firmamento! Louvai-o, anjos seus, todos louvai-o, louvai-o, legiões celestiais!
— Reis da terra, povos todos, bendizei-o, e vós, príncipes e todos os juízes; e vós, jovens, e vós, moças e rapazes, anciãos e criancinhas, bendizei-o!
— Louvem o nome do Senhor, louvem-no todos, porque somente o seu nome é excelso! A majestade e esplendor de sua glória ultrapassam em grandeza o céu e a terra.
— Ele exaltou seu povo eleito em poderio, ele é o motivo de louvor para os seus santos. É um hino para os filhos de Israel, este povo que ele ama e lhe pertence.

Homilia:

Quem ama não cobra

Cafarnaum era uma cidade muito importante no tempo de Jesus; aliás, era tão importante que foi estratégico para Ele fazer da casa de Pedro – que era em Cafarnaum – a sua segunda casa. Cafarnaum era passagem de muitas pessoas; ali acontecia muito giro de dinheiro, fruto da comercialização que acontecia pelo fato de transitarem muitas e muitas pessoas. Foi lugar estratégico no ministério de Cristo, fato este que 80% do Seu ministério se deu neste lugar; era estratégico para anunciar a Boa Nova do Reino.

Neste lugar, pela realidade econômica, pois muito dinheiro girava, é a justificativa de ali ter sido criado um ponto de coletoria de impostos; quem era o coletor de impostos deste lugar até Jesus chamar para ser apóstolo? Levi – que passou a se chamar Mateus.

É numa destas ocasiões que Pedro é surpreendido com a pergunta acerca do pagamento de impostos que era cobrado dos estranhos, daqueles que não eram filhos daquele lugar; eles questionam o Senhor sobre o não pagamento – aparentemente. Para dizer que Jesus não era visto como filho daquele povo, daquela cultura; ou seja, a indiferença para com Cristo era nítida.

O Senhor surpreende Pedro, ao chegar em casa, com uma pergunta, mais ou menos assim: “Não é dos estranhos, daqueles que não são filhos que devem cobrar o devido imposto?” Imposto este que era destinado ao templo. Pedro confirma o que Jesus diz. Para não escandalizá-los o Senhor pede ao apóstolo [Pedro] que tome uma moeda da boca de um peixe – o primeiro que fosse apanhar – para dar de imposto à pessoa encarregada.

Na vida, corremos o risco de entrar e viver semelhante indiferença. Podemos, em nossa vida, ter Jesus não como Alguém íntimo nosso, mas como uma Pessoa estranha. Tudo pelo fato de não vivermos em comunhão com Ele. Daí, quando as coisas ficam difíceis somos os primeiros a cobrar algo: em vez de uma moeda – imposto – cobramos que o Senhor venha em auxílio às nossas necessidades, vivendo uma vida de interesse para com o Senhor.

Muitas e muitas vezes, temos Jesus Cristo como um verdadeiro garçom, empregado, alguém que deve estar disponível para satisfazer os nossos caprichos. Jogamos com Deus, cobramos tudo – tudo deve ser do meu jeito, na minha hora e o que eu quero; e Jesus deve obedecer; se algo não sai como eu quero, brigo, cobro, exijo. E depois queremos perguntar por que a vida não está indo bem? É muito disparate da nossa parte!

Daqueles que são íntimos do meu coração eu não posso cobrar nada, não posso exigir nada… preciso é viver uma profunda intimidade com estas pessoas, a começar pela Pessoa de Jesus, pois não existe realidade mais íntima em cada um de nós do que a Pessoa viva e ressuscitada de Jesus, meus irmãos e irmãs! Tomemos consciência disso, urgentemente, de uma vez por todas!

Da pessoa amada não temos o direito de cobrar nada; temos o direito de cobrar de nós: amor, respeito, intimidade, postura; principalmente se o amor da nossa vida deve ser Deus!

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

http://blog.cancaonova.com/homilia/

Comentário ao Evangelho

UM GESTO DE LIBERDADE


A comunidade primitiva via-se às voltas com o problema da relação com o judaísmo, e tudo quanto lhe dizia respeito. Havia os defensores da observância dos costumes e tradições judaicos; havia, também, quem postulava liberdade em relação às coisas do passado.
O episódio evangélico parece situar Jesus e Pedro no primeiro grupo. Contudo, a conduta do Mestre revela prudência, ou seja, evitar escandalizar quem não estivesse preparado para defrontar-se com um gesto de liberdade. Em última análise, seu pensamento segue numa direção bem diferente.
O pagamento do imposto ao templo era obrigatório para todo israelita, mesmo para os que habitavam fora da Palestina. Os cobradores do imposto, ao interrogar Pedro sobre o costume de Jesus a respeito desse imposto, suspeitavam que o Mestre se recusava a pagá-lo, numa forma de ruptura com os esquemas sócio-religiosos da época. O discípulo lhes respondeu: "Sim, paga!" E foi pedir a Jesus a soma suficiente para cumprir essa obrigação.
Este não põe dificuldade, mas reflete com Pedro a respeito do que estão fazendo. De fato, por ser Filho (de Deus), está isento desta obrigação geral. No entanto, está disposto a abrir mão desse seu direito, só para não ser motivo de escândalo. Foi suficientemente livre para fazer algo sem sentido. Contudo, nessa situação, era mais importante não indispor os cobradores de impostos em relação à fé.

Prece
Espírito de liberdade, torna-me capaz de abrir mãos de certos direitos, quando estiver em jogo os interesses do Reino na vida das pessoas.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês.)

"Se vós tiverdes fé... E nada vos será impossível!"

Naquele tempo, 14chegando Jesus e seus discípulos junto da multidão, um homem aproximou-se de Jesus, ajoelhou-se e disse: 15“Senhor, tem piedade do meu filho. Ele é epiléptico, e sofre ataques tão fortes que muitas vezes cai no fogo ou na água. 16Levei-o aos teus discípulos, mas eles não conseguiram curá-lo!”17Jesus respondeu: “Ó gente sem fé e perversa! Até quando deverei ficar convosco? Até quando vos suportarei? Trazei aqui o menino”.
18Então Jesus o ameaçou e o demônio saiu dele. Na mesma hora, o menino ficou curado. 19Então, os discípulos aproximaram-se de Jesus e lhe perguntaram em particular: “Por que nós não conseguimos expulsar o demônio?”20Jesus respondeu: “Porque a vossa fé é demasiado pequena. Em verdade vos digo, se vós tiverdes fé do tamanho de uma semente de mostarda, direis a esta montanha: ‘Vai daqui para lá’ e ela irá. E nada vos será impossível”.
Evangelho (Mateus 17,14-20)
Sábado, 7 de Agosto de 2010


Primeira leitura (Habacuc 1,12–2,4)
Leitura da Profecia de Habacuc.


1,12Acaso não existes desde o princípio, Senhor, meu Deus, meu Santo, que não haverás de morrer? Senhor, puseste essa gente como instrumento de tua justiça; criaste-a, ó meu rochedo, para exercer punição. 13Teus olhos são puros para não veres o mal; não podes aceitar a visão da iniquidade. Por que, então, olhando para os malvados, e vendo-os devorar o justo, ficas calado?
14Tratas os homens como os peixes do mar, como os répteis, que não têm dono. 15O pescador pega tudo com o anzol, puxa os peixes com a rede varredoura e recolhe-os na outra rede; com isso, alegra-se e faz a festa.
16Faz imolação por causa da sua malha, oferece incenso por causa da sua rede, porque com elas cresceu a captura de peixes e sua comida aumentou. 17Será por isso que ele sempre desembainhará a espada, para matar os povos, sem dó nem piedade?
2,1Vou ocupar meu posto de guarda e estarei de atalaia, atento ao que me será dito e ao que será respondido à minha denúncia. 2Respondeu-me o Senhor, dizendo: “Escreve esta visão, estende seus dizeres sobre tábuas, para que possa ser lida com facilidade. 3A visão refere-se a um prazo definido, mas tende para um desfecho, e não falhará; se demorar, espera, pois ela virá com certeza, e não tardará. 4Quem não é correto, vai morrer, mas o justo viverá por sua fé”.

Salmo (Salmos 9A)

— Vós nunca abandonais quem vos procura, ó Senhor.
— Vós nunca abandonais quem vos procura, ó Senhor.

— Mas Deus sentou-se para sempre no seu trono, preparou o tribunal do julgamento; julgará o mundo inteiro com justiça, e as nações há de julgar com equidade.
— O Senhor é o refúgio do oprimido, seu abrigo nos momentos de aflição. Quem conhece o vosso nome, em vós espera, porque nunca abandonais quem vos procura.
— Cantai hinos ao Senhor Deus de Sião, celebrai seus grandes feitos entre os povos! Pois não esquece o clamor dos infelizes, deles se lembra e pede conta do seu sangue.

Homilia:

Jesus, após transfigurar-se na presença de Pedro, Tiago e João, no Monte Tabor, desce a montanha e encontra os demais apóstolos que haviam ficado; ou seja, ao chegarem a montanha, Jesus toma Pedro, Tiago e João e sobem a montanha, deixando os demais no sopé do monte, num pequeno vilarejo. Quando descem, encontram os demais num total apuro: estão tentando expulsar o demônio de um menino epilético. O pai do menino corre em direção a Cristo suplicando-Lhe que cure o filho.

O pai do menino, após suplicar a cura, comunica ao Senhor que Seus discípulos nada fizeram. Jesus chama a atenção deles: “Ó gente sem fé e perversa! Até quando deverei ficar convosco? Até quando vos suportarei?”

Cristo expulsa o demônio daquele menino imediatamente, deixando-o curado, liberto. Os discípulos vão a Ele e questionam o fato de não conseguirem realizar o “exorcismo”. O Messias lhes responde que não conseguiram porque a fé deles era demasiado pequena.

O grande problema conosco é que somos profundamente – muito, eu digo – descrentes acerca daquilo que Cristo quer fazer em nós a através de nós. Nós não conseguimos caminhar, muitas e muitas vezes, porque não temos a coragem e a decisão de expulsar certos demônios de cada um de nós e, por isso, não conseguimos ajudar ninguém; visto que ninguém dá o que não tem. Estamos parados, entrevados, epiléticos, porque estamos olhando para a montanha e não estamos olhando para as pedras que estão à frente, por isso, tropeçamos sempre, sempre no mesmo lugar. Para dizer que ninguém tropeça em montanha, mas nas pequenas pedras que estão à frente de todos nós. Por isso devemos clamar sempre: “Senhor, não quero ver o horizonte, mas que me ilumines o meu primeiro passo”.

Ter fé significa, muito mais que fazer, ser, ou seja, ser aquilo que Deus quer que sejamos: santos, de confiança, misericordiosos capazes de nos colocarmos no lugar dos outros. Aliás, uma das dificuldades dos discípulos para expulsar aquele demônio, por conta da falta de fé, é que não conseguiram se colocar no lugar daquele menino que estava sofrendo; o ser de fé sempre terá compaixão dos outros, ou seja, conseguirá se colocar com a paixão, com a dor do outro. Jesus é mestre nisso.

O ser de fé sempre alimentará a sua fé numa profunda vida íntima com Jesus Cristo. Existem certos tipos de demônios que só podem ser expulsos pela força da oração. E nada mais! Como está a nossa vida de intimidade com o Senhor? Como estão as nossas participações da Santa Missa dominical e ou semanal? Como se encontra a nossa vida íntima com a Palavra? É uma vida íntima com a Palavra? Existem muitas pessoas muito atentas e ocupadas quanto ao manuseio do Corpo e Sangue de Cristo nas espécies eucarísticas; não perdem nenhum fragmento, pois ali está Jesus. Perfeito que Deus sempre nos dê este zelo! Agora, como se encontra o manuseio e a receptividade da Palavra – O Verbo se vez Carne – em nossa vida? Como a Palavra está sendo fragmentada e dispersa, perdida, por cada um de nós! E depois queremos perguntar por que as coisas não vão bem em nossa vida, por que certos tipos de demônio não saem de nós e dos nossos? Tomemos consciência enquanto ainda é tempo.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

fonte: http://blog.cancaonova.com/homilia/

Comentário ao Evangelho

SEM FÉ, NADA É POSSÍVEL


A incapacidade dos discípulos de curar o menino epiléptico evidenciou o fato grave da pequenez de sua fé. Foi Jesus mesmo quem o disse, ao ser interrogado por eles sobre o motivo de terem sido incapazes de realizar o desejo daquele pai aflito.
Sem dúvida, os discípulos, no exercício da missão, experimentaram sua impotência diante de determinadas situações. Aparentemente, estavam fazendo tudo como o Mestre lhes tinha ensinado. Nada de anormal parecia estar ocorrendo com eles. Contudo, não conseguiam dar conta da tarefa de que foram incumbidos. Por quê? Porque faltou-lhes fé suficiente e confiança verdadeira em Jesus. A única solução consistia em converter-se, sinceramente, para o Senhor. Bastaria uma fé pequena como um grão de mostarda, para serem capazes de realizar portentos, até mesmo seriam capazes de transportar montanhas! "Transportar montanhas", no linguajar da época, referia-se a algo impossível de ser realizado pelo ser humano. Mas, até coisas humanamente impossíveis, tornam-se possíveis pelo poder da fé.
A eficiência da missão do discípulo depende, pois, de sua fé.

Prece
Espírito de fé absoluta no Senhor, robustece a pequenez de minha fé, de maneira que eu possa ser eficiente no exercício da missão a mim confiada.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês.)
fonte: http://www.npdbrasil.com.br

“Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que ele diz!”

Naquele tempo, 28bJesus levou consigo Pedro, João e Tiago, e subiu à montanha para rezar. 29Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou muito branca e brilhante.30Eis que dois homens estavam conversando com Jesus: eram Moi­sés e Elias. 31Eles apareceram revestidos de glória e conversavam sobre a morte, que Jesus iria sofrer em Jerusalém. 32Pedro e os companheiros estavam com muito sono. Ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele.33E quando estes homens se iam afastando, Pedro disse a Jesus: “Mestre, é bom estarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”.Pedro não sabia o que estava dizendo. 34Ele estava ainda falando, quando apareceu uma nuvem que os cobriu com sua sombra. Os discípulos ficaram com medo ao entrarem dentro da nuvem. 35Da nuvem, porém, saiu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que ele diz!” Enquanto a voz ressoava, Jesus encontrou-se sozinho. Os discípulos ficaram calados e naqueles dias não contaram a ninguém nada do que tinham visto.

Evangelho (Lucas 9,28b-36)
Sexta-Feira, 6 de Agosto de 2010
Transfiguração do Senhor


Primeira leitura (Daniel 7,9-10.13-14)
Leitura da Profecia de Daniel.


Eu continuava olhando até que foram colocados uns tronos, e um Ancião de muitos dias aí tomou lugar. Sua veste era branca como neve e os cabelos da cabeça, como lã pura; seu trono eram chamas de fogo, e as rodas do trono, como fogo em brasa. 10Derramava-se aí um rio de fogo que nascia diante dele; serviam-no milhares de milhares, e milhões de milhões assistiam-no ao trono; foi instalado o tribunal e os livros foram abertos.13Continuei insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho do homem, aproximando-se do Ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença. 14Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam: seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá.


Primeira Leitura (2Pd 1,16-19)
Leitura da Segunda Carta de São Pedro.


Caríssimos, 16não foi seguindo fábulas habilmente inventadas que vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, mas sim, por termos sido testemunhas oculares da sua majestade. 17Efetivamente, ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando do seio da esplêndida glória se fez ouvir aquela voz que dizia: “Este é o meu Filho bem-amado, no qual ponho o meu bem-querer”. 18Esta voz, nós a ouvimos, vinda do céu, quando estávamos com ele no monte Santo. 19E assim se nos tornou ainda mais firme a palavra da profecia, que fazeis bem em ter diante dos olhos, como lâmpada que brilha em lugar escuro, até clarear o dia e levantar-se a estrela da manhã em vossos corações.

Salmo (Salmos 96)

— Deus é Rei, é o Altíssimo, muito acima do universo.
— Deus é Rei, é o Altíssimo, muito acima do universo.

— Deus é Rei! Exulte a terra de alegria, e as ilhas numerosas rejubilem! Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, que se apóia na justiça e no direito.
— As montanhas se derretem como cera ante a face do Senhor de toda a terra; e assim proclama o céu sua justiça, todos os povos podem ver a sua glória.
— Porque vós sois o altíssimo, Senhor, muito acima do universo que criastes, e de muito superais todos os deuses.




Homilia:

Hoje, celebramos, com toda a Igreja, a festa da Transfiguração do Senhor, que é a manifestação gloriosa de Jesus aos apóstolos Pedro, Tiago e João no Monte Tabor. Este local está situado a 840m de altitude do nível do mar, na região da Galileia. Um dos lugares mais lindos existentes no mundo. Ali viveram – os apóstolos – a experiência da Ressurreição de Cristo.

Os três evangelistas – Mateus, Marcos e Lucas – relatam em seus Evangelhos esse estado glorioso em que Jesus Cristo apareceu aos três discípulos; todavia, Lucas nos apresenta algumas particularidades sobre o fato, as quais não constam nos outros Evangelhos. Vale a pena deter-nos.

Somente Lucas especifica a razão pela qual o Senhor subiu ao monte: lá foi para orar. Jesus, muitas e muitas vezes, dedicava horas, grandes momentos – por vezes uma noite inteira – para estar em intimidade com o Pai. O Filho de Deus saía da planície do cotidiano da vida, muitas e muitas vezes, para subir à montanha, ou seja, sabia desde sempre que esse é o grande lugar da manifestação de Deus. Ali se dirigia para viver e conviver com o Pai.

Nosso Senhor Jesus Cristo, desde o início de Sua vida entre os homens, assumindo a humanidade toda e toda a humanidade, nunca soube totalmente com clareza a Sua missão; conforme ia crescendo, se desenvolvendo e desenvolvendo a missão que Deus Pai lhe confiara, Ele ia percebendo e tomando consciência do plano do Pai em Sua vida e por intermédio da Sua vida, ou seja, salvar a humanidade.

Durante a oração, transformou-se o rosto de Jesus; de modo diverso aos outros evangelistas, Lucas não fala da transfiguração, mas do rosto transformado. Cristo Jesus é o novo Moisés; Moisés prefigurou Jesus. Jesus, como Moisés, em contato e comunhão com Deus – com o Pai – sente seu rosto tornar-se brilhante pelo fato de estar com o Pai. Quando estamos em Deus e com Deus, numa profunda intimidade com Ele, todo começa a se tornar brilhoso em nós; nosso rosto, nosso corpo começam a resplandecer a luz que vem do alto; mas o que mais resplandece é o testemunho de vida, que ilumina a vida dos outros. Para dizer: você anda resplandecendo o amor de Deus por onde você anda? Ou melhor, você costuma sair da planície, a exemplo de Jesus, para se encontrar com o Pai, subindo a montanha? Subir a montanha significa, mergulhar a vida em Deus. Rasgar as vestes (coração).

Cada encontro autentico com Deus deixa marcas visíveis em nosso rosto, em nosso ser. A luz no rosto de Jesus indica que, durante a oração ele compreendeu e fez seu o projeto do Pai; entendeu que seu sacrifício não estaria concluído na derrota, mas na ressurreição.

Lucas também ressalta que, enquanto Jesus trata de realidades relacionados com a sua paixão e morte, os três apóstolos encontram-se sonolentos, dormindo; da mesma forma aconteceu no Horto da Oliveiras. O sono dos apóstolos significa que eles não estão entendendo o que acontece com Jesus. Quando Jesus realiza milagres, prodígios e curas, eles encontram-se bem acordados; agora, quando o assunto é a vontade do Pai, mesmo que custe a própria vida, uma sonolência toma conta dos apóstolos.

Da mesma forma somos nós. Como estamos bem espertos, acordados, bem atentos, quando queremos as graças de Deus, os milagres, as curas; todavia, quando Deus nos quer dar e confiar a sua vontade na nossa vida, principalmente quando isso envolve esforço, renúncia, sacrifício e a própria vida, logo apodera-se de nós uma sonolência, um cansaço, uma fadiga.

Subamos a montanha para que nosso rosto, nossa vida, nossas atitudes mudem; o coração é nosso, mas o rosto e vida são dos e para os outros.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

fonte:
http://blog.cancaonova.com


Comentário ao Evangelho

Transfiguração do Senhor


A festa da "Transfiguração do Senhor" acontece no mundo cristão desde o século V. Ela nos convida a dirigir o olhar para o rosto do Filho de Deus, como o fizeram os apóstolos Pedro, Tiago e João, que viram a Sua transfiguração no alto do monte Tabor, localizado no coração da Galiléia. O episódio bíblico é relatado distintamente pelos evangelistas Mateus, Marcos e Lucas.

Assim, segundo São Mateus 9,2-10, temos: "Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e João, e conduziu-os a sós a um alto monte. E transfigurou-se diante deles. Suas vestes tornaram-se resplandecentes e de uma brancura tal, que nenhum lavadeiro sobre a terra as poderia fazer assim tão brancas. Apareceram-lhes Elias e Moisés, e falavam com Jesus. Pedro tomou a palavra: "Mestre, é bom para nós estarmos aqui; faremos três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias". Com efeito, não sabia o que falava, porque estavam sobremaneira atemorizados. Formou-se então uma nuvem que os encobriu com a sua sombra; e da nuvem veio uma voz: "Este é o meu Filho muito amado; ouvi-O". E olhando eles logo em derredor, já não viram ninguém, senão só a Jesus com eles. Ao descerem do monte, proibiu-lhes Jesus que contassem a quem quer que fosse o que tinham visto, até que o Filho do homem houvesse ressurgido dos mortos. E guardaram esta recomendação consigo, perguntando entre si o que significaria: Ser ressuscitado dentre os mortos".

A intenção de Jesus era a de fortalecer a fé destes três apóstolos, para que suportassem o terrível desfecho de Sua paixão, antecipando-lhes o esplendor e glória da vida eterna. Também foi Pedro, que depois, recordando com emoção o evento, nos afirmou: "Fomos testemunhas oculares da Sua majestade" (2 Pd 1, 16).

O significado dessa festa é, e sempre será, o mesmo que Jesus pretendeu, naquele tempo, ao se transfigurar para os apóstolos no monte, ou seja, preparar os cristãos para que, em qualquer circunstância, permaneçam firmes na fé no Cristo. Melhor explicação, só através das inspiradas palavras do Papa João Paulo II, quando nesta solenidade em 2002, nos lembrou que: "O rosto de Cristo é um rosto de luz que rasga a obscuridade da morte: é anúncio e penhor da nossa glória, porque é o rosto do Crucificado Ressuscitado, o único Redentor da humanidade, que continua a resplandecer sobre nós (cf. Sl 67, 3)".

Somente em 1457, esta celebração se estendeu para toda a cristandade, por determinação do Papa Calisto III, que quis enaltecer a vitória, do ano anterior, das tropas cristãs sobre os turcos muçulmanos que ameaçavam a liberdade na Europa.

fonte:
http://www.npdbrasil.com.br

“Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.

Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou a seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; Outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”.15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.20Jesus, então, ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Messias. 21Jesus começou a mostrar aos seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia.22Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo, dizendo: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isto nunca te aconteça!” 23Jesus, porém, voltou-se para Pedro, e disse: “Vai para longe, Satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens!”

Evangelho (Mateus 16,13-23)
Quinta-Feira, 5 de Agosto de 2010


Primeira leitura (Jeremias 31,31-34)
Dedicação da Basílica Sta. Maria Maior
Leitura do Livro do Profeta Jeremias.


“Eis que virão dias, diz o Senhor, em que concluirei com a casa de Israel e a casa de Judá uma nova aliança; 32não como a aliança que fiz com seus pais, quando os tomei pela mão para retirá-los da terra do Egito, e que eles violaram, mas eu fiz valer a força sobre eles, diz o Senhor.33Esta será a aliança que concluirei com a casa de Israel, depois desses dias, diz o Senhor: imprimirei minha lei em suas entranhas, e hei de ins­crevê-la em seu coração; serei seu Deus e eles serão meu povo. 34Não será mais necessário ensinar seu próximo ou seu irmão, dizendo: ‘Conhece o Senhor!’; todos me reconhecerão, do menor ao maior deles, diz o Senhor, pois perdoarei sua maldade, e não mais lembrarei o seu pecado”.

Salmo (Salmos 50)

— Ó Senhor, criai em mim um co­ração que seja puro!
— Ó Senhor, criai em mim um co­ração que seja puro!

— Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!
— Dai-me de novo a alegria de ser salvo e confirmai-me com espírito generoso! Ensinarei vosso caminho aos pecadores, e para vós se voltarão os transviados.
— Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, e, se oferto um holocausto, o rejeitais. Meu sacrifício é minha alma penitente, não desprezeis um coração arrependido!




Homilia:


Cesareia de Felipe era um dos lugares mais lindos que existiam em Israel na época de Jesus. Aí havia um grande castelo e, ao redor, lindos e maravilhosos jardins, dando um ar de um lugar onde o poder se tornava visível e sensível a todos.

É neste lugar, neste ambiente, diante de tamanha exuberância, que Jesus – após montar este cenário – resolve fazer uma pergunta fundamental na vida dos discípulos e de cada um de nós: “Quem dizem os homens ser o Filho do homem?”

Num primeiro momento, parece-nos que o Senhor sente necessidade de saber acerca daquilo que pensam ser Ele. Parece-nos que Cristo se preocupa com a Sua imagem. Na verdade, não é nada disso, pois Ele sabe quem é; é uma Pessoa completamente resolvida – aliás, quem não é resolvido na vida sempre dependerá do que os outros dizem ou pensam acerca dele. Isso é desequilíbrio total! - e quer nos mostrar que nós precisamos responder esta pergunta com a alma e o coração e não somente com a inteligência.

Ao fazer a pergunta aos discípulos, todos – unânimes – respondem prontamente sobre o que pensam os outros: “Uns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. Todavia, quando Jesus pergunta a eles sobre quem é o Filho do Homem, somente Pedro tem condições de responder, pois a resposta não vem do intelecto, mas do coração, como fruto de uma experiência profunda.

Cristo faz a pergunta, como já foi dito, num ambiente todo propício, em frente ao símbolo do poder, para dizer que só sabe quem é o Senhor aquela pessoa que se propõe a fazer uma experiência com o Seu amor e, para isso, como condição fundamental é preciso deixar tudo: o ter, o poder e o prazer. Pedro, naquele momento, consegue responder, pois foi o Pai que revelou isso a ele, por causa da sua decisão de deixar tudo para ter Tudo, no caso, o Senhor, como sua única riqueza e sentido.

Só é possível responder a essa pergunta quem se decide a fazer tal experiência: deixar tudo para ter o Tudo… Realidade esta que só é possível mediante uma vivência de fé e de amor. É a alma mergulhada em Deus e no amor concreto aos irmãos – a começar pelos que mais sofrem – que terá condições de responder a esta pergunta: “Quem é o Senhor?”

O mundo anseia por discípulos e discípulas que venham a responder a essa pergunta fundamental, pois tal resposta, quando acontece, é certeza de felicidade e realização de vida; quem não tem condições de responder não é porque não sabe a resposta, mas a causa; e o fato de não poder responder devido a não experiência feita com o Senhor. A resposta não é a que quero dar, mas a que posso dar.

Testemunhemos com a nossa vida acerca de quem é Jesus, pois de outra forma não é possível comunicar o senhorio do Senhor. Esta é causa de tantos ainda não conhecerem a Boa Nova do Reino de Deus: não haver quem lhes comunique, pois tal comunicação não é feita por palavras somente, mas com a vida. O mundo está do jeito do que está – cada dia pior – não porque os “maus” são maus; está deste jeito porque os cristãos não são santos; não são o que deveriam ser e testemunhar.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova


Comentário ao Evangelho

O MESSIAS IDENTIFICADO


A identificação do Messias Jesus passa por três etapas.
Na primeira, Jesus quer saber o que as pessoas pensam a seu respeito. O povo, seguindo a tradição, considera-o como um dos antigos profetas redivivos. Desta forma, a identidade de Jesus careceria de originalidade, definindo-se a partir de personagens do passado cuja volta era esperada no final dos tempos.
Na segunda, a identificação de Jesus revela-se no que o grupo que lhe é mais achegado pensa a seu respeito. É Pedro quem afirma: "Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo!" Tais palavras revelam a originalidade de Jesus, sua condição de Filho de Deus. Torna-se desnecessário recorrer a personagens paralelos para identificá-lo. Sua origem é divina, e foi o Pai quem o constituiu Messias. Pedro foi capaz de responder corretamente à pergunta do Mestre, por ter recebido uma revelação da parte do Pai.
Na terceira, Jesus vê-se obrigado a acrescentar um elemento importante, não contemplado na resposta de Pedro: o Messias, Filho de Deus, estava destinado a sofrer nas mãos de seus inimigos, morrer e, no terceiro dia, ressuscitar. Logo, era um Messias sofredor.
Sem a elucidação feita por Jesus, os discípulos correriam o risco de nutrir uma imagem distorcida a seu respeito. A bem da verdade, era preciso deixar tudo esclarecido.

Prece
Espírito que revela o Messias, leva-me a conhecer a verdadeira identidade de Jesus, o qual é, ao mesmo tempo, Filho de Deus e Messias sofredor.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês.)

Postagens mais visualizadas


Divulgue o Blog Semear

Gerenciando Blog

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...