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“Eu te seguirei para onde quer que fores”.

Estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o céu. Então ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém 52e enviou mensageiros à sua frente.Estes puseram-se a caminho e entraram num povoado de samaritanos, para preparar hospedagem para Jesus. 53Mas os samaritanos não o receberam, pois Jesus dava a impressão de que ia a Jerusalém.54Vendo isso, os discípulos Tiago e João disseram: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para destruí-los?”55Jesus, porém, voltou-se e repreendeu-os. 56E partiram para outro povoado.57Enquanto estavam caminhando, alguém na estrada disse a Jesus: “Eu te seguirei para onde quer que fores”. 58Jesus lhe respondeu: “As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”.59Jesus disse a outro: “Segue-me”.Este respondeu: “Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai”.60Jesus respondeu: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”.61Um outro ainda lhe disse: “Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares”.62Jesus, porém, respondeu-lhe: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus”.
Evangelho (Lucas 9,51-62)


Homilia:


Há algumas semanas já que a liturgia vem apresentando a Carta de Paulo aos Gálatas, o documento-mor da “liberdade cristã”. Será que se entende por liberdade a mesma coisa que pensam as pessoas hoje, sobretudo os jovens? Que é liberdade para o cristão?

No Evangelho de hoje, Cristo nos diz que Seus seguidores devem largar tudo que os atrapalha para segui-Lo: coisas materiais, apegos afetivos… Paulo, na 2ª leitura, nos diz que fomos libertos por Cristo para vivermos na liberdade. Mas como combinar esta “liberdade” com a severa exigência do Evangelho?

A liberdade cristã é “liberdade de” e “liberdade para”. “Liberdade” de outros sistemas, valores, apegos. Liberdade de outros mestres e senhores, com exceção de Cristo. Não é libertinagem, pois libertinagem não é liberdade, mas sim, escravidão de veleidades, instintos, vícios, orgulho, autossuficiência. Muitos que se dizem livres são, na realidade, escravos de si mesmos, do seu egoísmo, de algum poder escuso – um grupo, uma pessoa que os tem em seu poder sem que o reconheçam. O cristão é livre à medida que pertence a Jesus como o seu único Senhor, e a Deus, Pai de Jesus e a todos.

O cristão é “livre para” o que Cristo deseja ao viver a dedicação ao irmão, o próximo. Livre para a corajosa transformação da exploração em fraternidade; para a verdade que afugenta a mentira; para tudo que o Espírito de Deus nos inspira, os frutos do Espírito: caridade, alegria, paz… E para isso, ele cumprirá a “lei única”, que contém tudo o mais que é preciso observar: amar o próximo como a si mesmo (ou seja, como se tratasse de si mesmo). Na mesma carta, Paulo chega a dizer que a liberdade consiste em nos tornarmos escravos de nossos irmãos.

O apóstolo dos gentios escreveu essa carta numa situação muito específica. Como ele era judeu, os pagãos da Galácia (Turquia), recém-convertidos a Cristo, penavam que, para ser como Paulo, eles deviam tornar-se judeus, com circuncisão e tudo. Alguns pregadores judeus lhes botavam isso na cabeça. Paulo reage a isso com veemência, explicando que não foi esse Evangelho que ele lhes tinha anunciado. O sistema da lei judaica está superado e não é preciso ser judeu para ter acesso ao povo de Deus, aprofundado por Jesus de Nazaré.

Em nosso contexto histórico hoje que significa essa liberdade apregoada pelo apóstolo Paulo? Exige a derrubada do sistema e das estruturas que impedem as pessoas de realizar a fraternidade que Deus espera e que Jesus veio inaugurar. Liberdade cristã significa liberdade em relação ao sistema de exploração que nos quer dominar. Significa dizer “não” ao sistema alienante e explorador – sustentado inclusive por formas alienantes de “religião” – colocando-nos a serviço de um novo sistema, que promova a justiça e a vida. Pois liberdade não é andar solto; é comprometer-se com o apelo de Deus e de nossa consciência.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

“Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me."

Certo dia, 18Jesus estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então Jesus perguntou-lhes: “Quem diz o povo que eu sou?”19Eles responderam: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”.20Mas Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?”
Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”. 21Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém. 22E acrescentou: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”. 23Depois Jesus disse a todos: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me. 24Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará”.
Evangelho (Lucas 9,18-24)


Homilia:



Todo o mundo sabe que existem distinções e, muitas vezes, discriminações no tratamento social. O que fazemos com isso na Igreja, na comunidade de Cristo? Paulo, na segunda leitura de hoje, anuncia a igualdade de todos no sistema do Senhor Jesus. Acabou o regime da lei judaica, que considerava o ser judeu um privilégio, por causa da Antiga Aliança com Abraão e Moisés.

A crucificação de Jesus, em nome desse regime antigo, marcou a chegada de um regime novo. Simplesmente observar a lei de Moisés já não é salvação para quem conhece Cristo, para quem sabe o que Ele pregou e como Ele deu a vida por Sua nova mensagem e por aqueles que nela acreditassem. Estes constituem o povo da Nova Aliança. São todos iguais para Deus, como filhos queridos e irmãos de Jesus – filhos com o Filho e co-herdeiros de Seu Reino, continuadores do projeto iniciado por Ele.

Neste novo sistema não importa ser judeu ou não judeu, escravo ou livre, homem ou mulher (branco ou negro, patrão ou operário, rico ou pobre). Mesmo não tendo chances iguais em termos de competição econômica e ascensão social, todos têm chances iguais no amor de Deus.

Ora, este amor deve encarnar-se na comunidade inspirada pelo Evangelho de Jesus, eliminando desigualdade e discriminação. Provocadas pelas diferenças econômicas, sociais, culturais, entre outras, a comunidade que está “em Cristo” deverá testemunhar igual e indiscriminado carinho e fraternidade a todos, antecipando a plenitude da paz celeste para todos os destinatários do amor do Pai. Programa impossível? Utopia? Talvez seja. Mas nem por isso podemos desistir dele, pois é a certeza que nos conduz! Na caridade em Cristo, o capital já não servirá para uma classe dominar a outra, mas para estar à disposição de todos que trabalham e produzem. A influência e o saber estarão a serviço do povo. O marido não terá mais liberdade e direitos que a mulher, mas competirá com ela no carinho e dedicação.

É preciso perder a vida para encontrá-la. Quem se apega aos seus privilégios e a seus egoísmos não vai encontrar a verdadeira vida em Cristo. Só quem coloca seus bens e dons a serviço do Reino de Deus e do próximo poderá participar da vida igual à de Cristo, na comunidade dos irmãos.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

“Tua fé te salvou. Vai em paz"

Naquele tempo, 36um fariseu convidou Jesus para uma refeição em sua casa. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa.37Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora, soube que Jesus estava à mesa, na casa do fariseu. Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume, 38e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus; com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés, enxugava-os com os cabelos, cobria-os de beijos e os ungia com perfume.39Vendo isso, o fariseu que o havia convidado ficou pensando: “Se este homem fosse um profeta, saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora”. 40Jesus disse então ao fariseu: “Simão, tenho uma coisa para te dizer”. Simão respondeu: “Fala, Mestre!”41“Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentas moedas de prata, o outro, cinquenta. 42Como não tivessem com que pagar, o homem perdoou os dois. Qual deles o amará mais?”43Simão respondeu: “Acho que é aquele ao qual perdoou mais”. Jesus lhe disse: “Tu julgaste corretamente”. 44Então Jesus virou-se para a mulher e disse a Simão: “Estás vendo esta mulher? Quando entrei em tua casa, tu não me ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, banhou meus pés com lágrimas e enxugou-os com os cabelos. 45Tu não me deste o beijo de saudação; ela, porém, desde que entrei, não parou de beijar meus pés. 46Tu não derramaste óleo na minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume.47Por esta razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco, mostra pouco amor”.48E Jesus disse à mulher: “Teus pecados estão perdoados”.49Então, os convidados começaram a pensar: “Quem é este que até perdoa pecados?”50Mas Jesus disse à mulher: “Tua fé te salvou. Vai em paz!”8,1Depois disso, Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa-nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; 2e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; 3Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam.
Evangelho (Lucas 7,36-8,3)


Homilia:


Será que Deus se sente mais feliz com a fria irrepreensibilidade dos “bem comportadinhos” ou com a afetuosa efusão dos excluídos e pecadores? Aliás, os próprios “irrepreensíveis” se sentem felizes?

Jesus não tinha medo de pessoas mal-afamadas. Conforme o Evangelho de hoje, o Senhor aceitou até a demonstração de carinho de uma prostituta!. Enquanto Ele estava, à maneira oriental, deitado à mesa, na casa do fariseu Simão, chegou uma prostituta, regou-lhe os pés com suas lágrimas, secou-os com sua generosa cabeleira e perfumou-os com o rico perfume, adquirido com o dinheiro do pecado. Escândalo para a “gente de bem”. Mas Cristo aponta o mistério profundo que está agindo por trás das aparências: a mulher mostrou tanto amor, porque encontrou tamanho perdão! Enquanto o fariseu não demonstrou carinho para com Jesus, porque achava que nada tinha a ser perdoado… Jesus explica isso por meio de uma parábola: um devedor a quem é perdoado muito mostrará mais gratidão do que um que pouco tem a ser perdoado. Enquanto o fariseu continua “na sua”, a pecadora encontra salvação: “Tua fé te salvou”.

Há muitas espécies de fariseus, de pessoas satisfeitas com elas mesmas. Há os fariseus clássicos, os “bem comportadinhos”, que se julgam melhores que os outros e acham que, por força de sua virtude, têm méritos, direitos e até privilégios diante de Deus. Mas há também os que acham que sua sem-vergonhice descarada e declarada os torna mais honestos que as pessoas menos ousadas.

A 2ª leitura, usando outra terminologia, ensina a mesma coisa: somos justificados pela fé. Não é bom arvorar-se em juiz em causa própria, e muito menos em causa alheia… Quem se julga justo e perfeito, que lhe pode acrescentar Deus? É melhor deixar-se declarar justo e sem culpa por Deus, mediante o Seu perdão, e amá-Lo de coração. Cumprir a lei (judaica ou outra) é bom, mas não nos livra de nossa culpa. Só Deus pode abolir nossa culpa, pois todo pecado atinge finalmente a Ele, nosso Sumo Bem. Ele aboliu a culpa demonstrando o quanto nos ama: permitiu que seu Filho Jesus desse a vida por nós. Esse amor é maior que nossa culpa. Jesus o leva dentro de si. Cristo pode perdoar o mal que marcou nossa vida. Nós mesmos, não. Só n’Ele nosso mal encontra perdão.

Quem assim, pela fé, se torna amigo de Deus, porque encontrou em Jesus o amor, não pode mais deixar de amar. Torna-se outra pessoa. A graça recebida de graça não pode tornar-se um pretexto para continuar pecando.

A lição de hoje é esta: são amigos de Deus (“justos”) aqueles que reconhecem diante do Todo-poderoso sua dívida de amor e d’Ele recebem a remissão. Então, abrir-se-ão em gestos de gratidão, semelhantes ao gesto da pecadora citada.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

“Por que me procu­ráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?”

Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. 42Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. 43Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem.44Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a pro­curá-lo entre os parentes e conhecidos. 45Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. 46Três dias depois, o encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas.47Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. 48Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”. 49Jesus respondeu: “Por que me procu­ráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” 50Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera. 51Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas estas coisas.
Evangelho (Lucas 2,41-51)



Homilia:

Era costume, todos os anos, pela ocasião da Páscoa judaica, todos irem a Jerusalém para a festa. Ora, Jesus, Maria e José moravam ao norte de Israel, lá na Galiléia, numa cidade chamada Nazaré. Jerusalém fica ao sul de Israel, na Judéia, a cerca de 150-180 km.

Vinham todos em grupos; na verdade, eram formadas duas caravanas de viagem: por um caminho vinham os homens e por outro vinham as mulheres, sendo que as crianças se intercalavam entre seus pais: ora vinham com o pai ora com a mãe. À noite, para que pudessem descansar e refazer as forças, paravam a caminhada e os casais se reencontravam para passarem à noite juntos. Foi numa dessas paradas – depois de um dia de caminhada – que Maria e José se depararam com a falta do Menino: Jesus não estava com nenhum dos dois, pois estavam em caravanas de marcha diferente. Isso aconteceu quando já estavam retornando para Nazaré.

Fico a imaginar o desespero que invadiu o coração de José e Maria. Imediatamente voltam para Jerusalém a fim de encontrar Jesus e O encontram conversando com os mestres da Lei e estes estavam impressionados com Sua sabedoria.


Ao encontrarem-No no templo, desabafam sem alterar a voz e sem arrumar culpados pelo transtorno: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu andávamos angustiados a tua procura”. Jesus desabafa dizendo que Ele estava na casa do Pai, ou seja, faz uma pergunta a eles: “Não sabeis que devo estar na casa do meu Pai?”

Que espetáculo a resposta do Senhor! Vejamos, Jesus dá a resposta acerca daquilo que aprendeu até ali em Sua vida, ou seja, Maria sempre Lhe ensinou que a essência de uma vida em Deus é estar na casa do Pai, fazendo a Sua vontade; que isso iria se iniciar quando Ele tivesse 13 anos. A resposta do Messias não é desaforada, mas uma expressão daquilo que sempre aprendeu de Maria e José: é em Deus que se encontra a razão de viver.

Diante disso, é preciso nos questionarmos: o que você – pai e mãe – anda implantando na cabeça e no coração de seus filhos? Os pais que mostram, pelo exemplo, o caminho de Deus para os filhos, nunca os perderão, pois, no mínimo, os encontrarão muito perto de Deus quando se distanciarem dos genitores. Quando isso não é proporcionado para seus filhos, mesmo estando muito junto dos pais, encontram-se perdidos.

Nesta festa do Imaculado Coração de Maria é cabível pai e mãe se perguntarem o porquê de os filhos estarem tão longe. A exemplo de Maria e José, pais precisam entender que a maior herança a ser deixada para os filhos é a fé em Deus, Sua Palavra e os valores cristãos; quanto às heranças materiais, não nos preocupemos com isso, pois filho bom não precisa e filho mau não merece. Existem muitos pais buscando seus filhos em prostíbulos, delegacias, bocas-de-fumo, “festinhas”… É preciso que estes [filhos] sejam formados para que possam ser encontrados em ambientes onde reine Deus, os valores e Sua Palavra.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

"Haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão"

Naquele tempo, 3Jesus contou-lhes esta parábola: 4”Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? 5Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria, e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: `Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!`7Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão”.
Evangelho (Lucas 15,3-7)






Homilia:


A liturgia do Sagrado Coração de Jesus é sempre bastante transparente, orientada para a sensibilidade do povo. A linha global se descobre à primeira vista: Deus quer ser o Bom Pastor e o é em Jesus, enviado para revelar o terno amor do Altíssimo por todos nós. A profundidade deste amor é expressa na 2ª leitura: Jesus revela a oferta do amor gratuito de Deus, que agora conhecemos, porque Seu Espírito foi derramado em nosso corações. Esse amor gratuito consiste no dom de Seu Filho, sem mérito de nossa parte, antes pelo contrário: “enquanto éramos ainda seus inimigos”.

É essa a realidade que devemos sentir através da imagem do Bom Pastor (1ª leitura e Evangelho). Isso exige certa catequese, pois a imagem deste [pastor de ovelhas] já não pertence ao dia a dia da sociedade urbana. Para o pastor, as ovelhas são sua vida, sua quase única riqueza, seu “meio de produção”. Por isso não quer que nenhuma se perca. Para o pastor, as ovelhas são para ele o que o pedaço de terra é para o colono e a fábrica local para o operário. Tiramos a fábrica, a terra e o rebanho do homem e este fica sem sustento. Por isso se apaixona por seu meio de produção. O homem tem seus desejos, suas paixões, e é bom que os tenha, desde que com discernimento, porque são molas propulsoras de sua vida. Ora, qual é o verdadeiro objeto do desejo? Eis a questão.

O verdadeiro objeto da paixão de Deus são os homens, Seus filhos. Por eles o Senhor deixa todo o resto, por assim dizer. Então, nós devemos também investir nossa paixão vital não nas coisas passageiras, mas naquilo que é eterno, a começar pelo amor fraterno.

No Reino de Deus, os “meios de produção” que absorvem nosso interesse são as pessoas, e não podemos permitir que nenhuma delas se perca. Se todos são chamados a gozar o amor do Pai, como poderíamos desinteressar-nos daqueles que d’Ele se afastam ou são afastados pelo contratestemunho daqueles que se gabam de Deus?

É impossível amar sozinho. Deus quer que todos sejam amados. Este é o fruto que o Todo-poderoso quer ver produzido. Sem nos voltarmos para Seus filhos será impossível produzir este fruto. E os “melhores produtores” do Reino são aqueles que mais nos desafiam, os que mais precisam ser amados: os pobres, os oprimidos, os abandonados. Eles suscitam o maior potencial de ternura e de amor gratuito no coração humano; e é nisso que Deus se realiza. Podemos dizer que as ovelhas perdidas “libertam” o potencial de amor posto em nós por Deus Pai.

Amar aos seres humanos como nosso tesouro; amar os mais “desinteressantes” aos olhos do mundo como sendo nosso verdadeiro interesse: eis a mensagem do Bom Pastor em busca da ovelha desgarrada.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

"Jovem, eu te ordeno, levanta-te!"


Naquele tempo, 11Jesus dirigiu-se a uma cidade chamada Naim. Com ele iam seus discípulos e uma grande multidão. 12Quando chegou à porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único; e sua mãe era viúva. Grande multidão da cidade a acompanhava. 13Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão para com ela e lhe disse: "Não chores!" 14Aproximou-se, tocou o caixão, e os que o carregavam pararam. Então, Jesus disse: "Jovem, eu te ordeno, levanta-te!" 15O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. 16Todos ficaram com muito medo e glorificavam a Deus, dizendo: "Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo".
17E a notícia do fato espalhou-se pela Judeia inteira, e por toda a redondeza.
Evangelho (Lucas 7,11-17)



Homilia:


Em Israel, no tempo de Jesus, não havia situação pior que a da viúva. Tinha de se virar sozinha para se sustentar a si mesma e aos filhos. Estes, por sua vez, eram a esperança de sua velhice, pois, ainda crianças, já podiam ajudar um pouco e, mais tarde, cuidariam dela. A 1ª leitura e o Evangelho nos contam como, respectivamente, Elias e Jesus ressuscitam um filho de uma viúva: Elias, com muitos trabalhos; Jesus, com um toque de mão. Se Elias era um “homem de Deus”, um profeta, Jesus é o “Senhor”, e o povo exclama: “Um grande profeta nos visitou! Deus visitou o Seu povo!”

Essa visita de Deus a Seu povo é muito peculiar. Quando um governador ou presidente visita uma cidade, dificilmente vai parar para se ocupar com um cortejo de enterro que casualmente cruzar seu caminho. Vai ver o prefeito, isso sim. Mas o Filho de Deus se torna presente à vida de uma pobre viúva que está levando seu filho – sua esperança – ao enterro. Deus visita os pobres e os pecadores: a viúva, Zaqueu… Aqueles que são abandonados pelos outros. Em Jesus, o Todo-poderoso nos mostra o caminho que conduz aos marginalizados.

Assim é o sistema de Deus, diferente do nosso. Enquanto nós gostamos de investir naqueles que já têm poder e influência; Jesus começa com aqueles que estão à margem da sociedade. O Reino de Deus começa onde existem irmãos que mais carecem de tudo! E revela-se um Reino da vida para os deserdados.

A visita de Deus deixa Seu povo também com “responsabilidade da gratidão”. O povo espalhou a fama de Jesus por toda a região. Mostrou que soube dar valor à visita que recebeu. A Igreja terá de celebrar a mesma gratidão por Deus, que faz grandes coisas aos pequenos. Muitos ainda não são capazes disso. Não sabem se alegrar com a visita de Deus aos pequeninos, por isso lhes escapa a grandeza da visita.

Mas, afinal, quando é que sentimos Deus mais verdadeiramente próximo de nós: ao se realizar uma grande solenidade ou quando um gesto de amor atinge uma pessoa carente?

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

"Dai-lhes vós mesmos de comer".

Naquele tempo, 11bJesus acolheu as multidões, falava-lhes sobre o Reino de Deus e curava todos os que precisavam.12A tarde vinha chegando. Os doze apóstolos aproximaram-se de Jesus e disseram: "Despede a multidão, para que possa ir aos povoados e campos vizinhos procurar hospedagem e comida, pois estamos num lugar deserto".13Mas Jesus disse: "Dai-lhes vós mesmos de comer". Eles responderam: "Só temos cinco pães e dois peixes. A não ser que fôssemos comprar comida para toda essa gente".14Estavam ali mais ou menos cinco mil homens. Mas Jesus disse aos discípulos: "Mandai o povo sentar-se em grupos de cinquenta".15Os discípulos assim fizeram, e todos se sentaram. 16Então Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, elevou os olhos para o céu, abençoou-os, partiu-os e os deu aos discípulos para distribuí-los à multidão. 17Todos comeram e ficaram satisfeitos. E ainda foram recolhidos doze cestos dos pedaços que sobraram.
Evangelho (Lucas 9,11b-17)

Homilia:

O distintivo dos primeiros cristãos era a refeição eucarística. O gesto de Jesus – reunindo o povo no deserto e providenciando milagrosamente pão para todos – é um símbolo da Igreja. Cristo quis ficar presente na Igreja por meio do sinal da refeição aberta a todos que aderissem a Ele – muito diferente daqueles banquetes nos quais geralmente só se convidam as pessoas da mesma classe ou as que podem pagar…

A multiplicação dos pães é sinal messiânico, sinal dos tempos em que tudo acontecerá conforme o desejo do Senhor, sinal do Reino de Deus: fartura e comunhão. Mas é ainda prefiguração. A refeição na multiplicação dos pães se tornará completa somente quando Jesus der o próprio Corpo e Sangue na Cruz. Então já não será passageira; será uma realidade de uma vez para sempre, no sacramento confiado à Igreja. Este é também o sentido profundo que a Igreja vê no misterioso pão e vinho oferecidos pelo sumo sacerdote Melquisedec, a quem até o pai Abraão presta reverência.

A Eucaristia deve ser verdadeiro banquete messiânico, sinal dos tempos novos e definitivos, em quem as divisões e provações são superadas na vida da fé em Cristo Jesus. A desigualdade, o escândalo de super-ricos ao lado de pobres morrendo de fome e a marginalização são incompatíveis com a Eucaristia. Nela [Eucaristia], Cristo identifica a comida partilhada com sua vida e pessoa. O pão repartido se torna presença real de Cristo. Portanto, onde não se reparte o pão, Cristo não pode estar presente.

Tudo isso dá o que pensar. Na multiplicação dos pães, Jesus não fez descer pão do Céu, como o maná de Moisés, nem transformou pedras em pão, como lhe sugerira o demônio, quando das tentações do deserto. Mas ordenou aos discípulos: “Vós mesmos, dai-lhes de comer”… e o pão não faltou. Porém, se não observarmos esta ordem do Senhor e não dermos de comer aos nossos irmãos, Ele também não poderá tornar-se presente em nosso dom, com toda a eficácia que lhe próprio. Então, não só o pão, mas Cristo mesmo faltará.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre!”

Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.42Com um grande grito exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre!” 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.46Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o temem.
51Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. 54Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. 56Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.
Evangelho (Lucas 1,39-56)

Homilia:

Estamos no último dia do mês de maio, mês em que dedicamos para meditar mais na Igreja sobre a pessoa de Maria, aquela que é modelo para cada um de nós para que possamos cada vez mais ser Igreja.

Hoje celebramos com toda a Igreja a festa da Visitação de Nossa Senhora. Maria é esta que parte do norte de Israel, duma região chamada Galileia, cidade de Nazaré e vai, às pressas, para o sul de Israel, a uma região da Judéia, cidade de Ein Karem, percorrendo cerca de 150 a 180 km, a maior parte, em cima de um burrinho.

Mas é preciso entendermos, e o profeta Sofonias nos lembra muito bem disso, de que o centro desta festa não é a visitação, para o Cristo Jesus que está sendo gerado no seio da virgem Maria, aquele que é a divina misericórdia do Pai para a humanidade; por isso que Sofonia nos dá uma sacudida: “Canta de alegria, cidade de Sião; rejubila, povo de Israel! Alegra e exulta de todo o coração, cidade de Jerusalém! O Senhor revogou a sentença contra ti, afastou teus inimigos; o rei de Israel é o Senhor, ele está no meio de ti, nunca mais temerás o mal”. Em outras palavra, Sofonias está nos dizendo: Saiamos deste marasmo de vida que estamos levando! Levantemos e vamos ao encontro dos outros para servir! Paremos de reclamar tanto da vida, somente olhando para os problemas e para as dificuldades e vamos olhar de forma diferente, ou seja, através dos problemas e das dificuldades, nos perguntando o que podemos aprender de tudo isso… como posso crescer mais e me santificar…!

Isabel, esposa de Zacarias, é esta que possui uma casa no alto da cidade de Ein Karem, sobre uma montanha; é uma outra casa que o casal idoso possui; certamente mais fresco o clima, para aquela que está no sexto mês de sua gravidez, na espera do filho João Batista. A casa onde João Batista vem a nescer é outra, próximo desta casa da visitação, a casa primeira de Isabel e João Batista.

Nesta gravidez, Isabel está grávida, está certificada de que não é amaldiçoada por Deus – concepção que tinham as pessoas quando não podiam ter filhos; Isabel era estéril. Isabel estava certificada em sua mente, mas não em seu coração. Era preciso que ela trouxesse isso para o seu coração – o fato de ser amada por Deus – para que pudesse ser curada e, conseqüentemente, seu filho João poder nascer forte para a missão: na sua dimensão física, psíquica e espiritual.

Se Maria vai para servir Isabel, enquanto às atividades domesticas, isso é o menos relevante, apesar de toda a importância que isso possui: o serviço. Porém, antes de tudo, Isabel deveria ser servida por algo muito mais importante naquele momento da sua vida: ela precisava ser visitada pelo mistério, que é o próprio Deus, que Maria estava gerando e trazia em seu seio.

Maria vai ao encontro de Isabel para levar o mistério que é o próprio Deus. Quando Isabel recebe a visita do mistério em sua casa, ela fica cheia do Espírito Santo. Por isso, precisamos nos perguntar: nós estamos levando o mistério, que é Deus, que está em nós desde o dia do nosso batismo, para as pessoas, principalmente para aquela que mais precisam, a exemplo de Isabel? Quem nós estamos levando: Deus ou nós mesmo, a começar pelo nosso pior, muitas e muitas vezes?

Maria não vai servir como empregada domestica! Não vai para os afazeres domésticos, como prioridade de sua visita; vai para levar o mistério, Deus, seu amor, para o coração de Isabel.

Quantas pessoas estão como Isabel e precisavam de uma visita de Jesus, hoje, através de nós, com Maria. O que podemos fazer hoje, por aqueles que sofrem, aqueles que precisam de uma visita? Com certeza, esta pessoa precisa muito mais de Deus do que de remédio.

Padre Pacheco,
Comunidade Canção Nova.

"No seu nome serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados!"

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:46“Assim está escrito: O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia 47e no seu nome serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém.48Vós sereis testemunhas de tudo isso. 49Eu enviarei sobre vós aquele que meu Pai prometeu. Por isso, permanecei na cidade, até que sejais revestidos da força do alto”.50Então Jesus levou-os para fora, até perto de Betânia. Ali ergueu as mãos e abençoou-os. 51Enquanto os abençoava, afastou-se deles e foi levado para o céu. 52Eles o adoraram.Em seguida voltaram para Jerusalém, com grande alegria. 53E estavam sempre no Templo, bendizendo a Deus.
(Lucas 24,46-53)



Homilia:


Com toda a Igreja, celebramos neste final de semana a solenidade da Ascensão de Jesus Cristo ressuscitado ao Céu. Estamos ainda dentro do tempo Pascal, tempo este em que celebramos a ressurreição do senhor durante cinqüenta dias num único mistério celebrado: o mistério da Páscoa do Senhor.

Como nos diz Lucas na primeira leitura, durante quarenta dias Jesus Cristo ressuscitado se mostrou aos seus discípulos, manifestando a sua ressurreição. Mas é preciso que Cristo parta para junto do Pai, para que o Espírito possa vir à comunidade fazendo com que a Igreja possa nascer.

Jesus leva seus discípulos para o ponto mais alto do monte das oliveira, perto de Bethânia – pois esta aldeia se encontra na encosta oriental do monte das oliveiras – e ali ascende ao Céu para junto do Pai, para que possa mandar o Espírito Santo aos discípulos.

É interessante percebermos no evangelho de Lucas, que ele tem a pretensão de apresentar para a sua comunidade e para cada um de nós, que Jesus encontra-se constantemente caminhando, subindo, para Jerusalém; para Lucas, Jesus, apresentando a face do Pai, um Deus totalmente tomado de compaixão, amor e misericórdia para com seus filhos, é dinâmico, ou seja, está sempre em movimento, caminhando para Jerusalém, Jerusalém esta que é muito mais que um lugar geográfico: é o lugar da sua entrega, do cumprimento da vontade do Pai. Todavia, o mesmo evangelista Lucas, escrevendo os Atos dos Apóstolos, nos apresenta a Igreja, em Cristo, sob o poder e força do Espírito que parte de Jerusalém, rumo a todos os cantos da Terra para levar a Boa Nova da ressurreição do Senhor.

Jesus deixa claro para os discípulos que importantíssimo que ele se vá, para que possa enviar o Paráclito, o Espírito da verdade. O mesmo Espírito que moveu Jesus a uma entrega total a missão que o Pai lhe confiou, é o mesmo Espírito que virá sobre os discípulos e fará com que a salvação do Pai em Jesus se perpetue na história até a segunda vinda de Cristo, por meio da sua Igreja. Jesus subindo ao Pai, faz com que o Espírito venha para que a continuidade da salvação e redenção da humanidade continue sendo atualizada e realizada, agora, mediante sua Igreja. Jesus Cristo, para Lucas, vai a Jerusalém e de Jerusalém parte a Igreja, Igreja esta que nada mais é que o corpo místico de Cristo: Ele é a cabeça e nós – batizados somos os membros, sendo que o que anima este corpo e dá vida, nada mais é que o próprio Espírito Santo.

Jesus vai ao Pai e agora começa a nossa missão, a missa da Igreja. A pergunta é: para onde estamos olhando? Estamos olhando para o que os outros – na Igreja -, para aquilo que estão fazendo ou deixando de fazer? Estamos olhando para outras realidades, que não condizem com a vida e a vocação de quem é Igreja pelo batismo que recebeu? Estamos olhando para aquilo que devemos ser enquanto Igreja missionária de Jesus Cristo, com o intuito de anunciá-lo e testemunhá-lo perante o mundo?

Não ficaremos e não estamos órfãos! A presença do Espírito mostra a presença de toda a Trindade em cada um de nós Igreja, graças ao Espírito que nos foi dado. Cabe a nós vivermos nossa vocação de anunciar o Cristo ressuscitado até os confins do mundo, a começar nos ambientes que Deus nos colocou: família, trabalho, sociedade… aonde estivermos.

Padre Pacheco,
Comunidade Canção Nova.

Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?

Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. 14Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido.
15Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. 16Os discípulos, porém, estavam como cegos, e não o reconheceram. 17Então Jesus perguntou: “Que ides conversando pelo caminho?” Eles pararam, com o rosto triste, 18e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: “Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?
19Ele perguntou: “Que foi?” Os discípulos responderam: “O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. 20Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! 22É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo 23e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. 24Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu”.
25Então Jesus lhes disse: “Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! 26Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?” 27E, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele.
28Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. 29Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!” Jesus entrou para ficar com eles. 30Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía.
31Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles. 32Então um disse ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?” 33Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros. 34E estes confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!” 35Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.
(Lucas 24,13-35)

Por que estais procurando entre os mortos aquele que está vivo?

No primeiro dia da semana, bem de madrugada, as mulheres foram ao túmulo de Jesus, levando os perfumes que haviam preparado. 2Elas encontraram a pedra do túmulo removida. 3Mas, ao entrar, não encontraram o corpo do Senhor Jesus 4e ficaram sem saber o que estava acontecendo. Nisso, dois homens com roupas brilhantes pararam perto delas.
5Tomadas de medo, elas olhavam para o chão, mas os dois homens disseram: “Por que estais procurando entre os mortos aquele que está vivo? 6Ele não está aqui. Ressuscitou! Lembrai-vos do que ele vos falou, quando ainda estava na Galileia: 7‘O Filho do Homem deve ser entregue nas mãos dos pecadores, ser crucificado e ressuscitar ao terceiro dia’”.
8Então as mulheres se lembraram das palavras de Jesus. 9Voltaram do túmulo e anunciaram tudo isso aos Onze e a todos os outros. 10Eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago. Também as outras mulheres que estavam com elas contaram essas coisas aos apóstolos. 11Mas eles acharam que tudo isso era desvario, e não acreditaram.
12Pedro, no entanto, levantou-se e correu ao túmulo. Olhou para dentro e viu apenas os lençóis. Então voltou para casa, admirado com o que havia acontecido.
(Lucas 24,1-12)

Pobres, sempre os tereis convosco, enquanto a mim, nem sempre me tereis

Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi a Betânia, onde morava Lázaro, que ele havia ressuscitado dos mortos. 2Ali ofereceram a Jesus um jantar; Marta servia e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. 3Maria, tomando quase meio litro de perfume de nardo puro e muito caro, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa inteira ficou cheia do perfume do bálsamo.
4Então, falou Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de entregar: 5“Por que não se vendeu este perfume por trezentas moedas de prata, para dá-las aos pobres?” 6Judas falou assim, não porque se preocupasse com os pobres, mas porque era ladrão; ele tomava conta da bolsa comum e roubava o que se depositava nela.
7Jesus, porém, disse: “Deixa-a; ela fez isto em vista do dia da minha sepultura. 8Pobres, sempre os tereis convosco, enquanto a mim, nem sempre me tereis”.
9Muitos judeus, tendo sabido que Jesus estava em Betânia, foram para lá, não só por causa de Jesus, mas também para verem Lázaro, que Jesus ressuscitara dos mortos. 10Então, os sumos sacerdotes decidiram matar também Lázaro, 11porque por causa dele, muitos deixavam os judeus e acreditavam em Jesus.
(Lucas 19,28-40)

Bendito o rei, que vem em nome do Senhor!

Naquele tempo, 28Jesus caminhava à frente dos discípulos, subindo para Jerusalém. 29Quando se aproximou de Betfagé e Betânia, perto do monte chamado das Oliveiras, enviou dois de seus discípulos, dizendo: 30“Ide ao povoado ali na frente. Logo na entrada encontrareis um jumentinho amarrado, que nunca foi montado. Desamarrai-o e trazei-o aqui. 31Se alguém, por acaso, vos perguntar: ‘Por que desamarrais o jumentinho?’, respondereis assim: ‘O Senhor precisa dele’”.
32Os enviados partiram e encontraram tudo exatamente como Jesus lhes havia dito. 33Quando desamarravam o jumentinho, os donos perguntaram: “Por que estais desamarrando o jumentinho?” 34Eles responderam: “O Senhor precisa dele”. 35E levaram o jumentinho a Jesus. Então puseram seus mantos sobre o animal e ajudaram Jesus a montar. 36E enquanto Jesus passava, o povo ia estendendo suas roupas no caminho.
37Quando chegou perto da descida do monte das Oliveiras, a multidão dos discípulos, aos gritos e cheia de alegria, começou a louvar a Deus por todos os milagres que tinha visto. 38Todos gritavam: “Bendito o rei, que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas!”
39Do meio da multidão, alguns dos fariseus disseram a Jesus: “Mestre, repreende teus discípulos!”
40Jesus, porém, respondeu: “Eu vos declaro: se eles se calarem, as pedras gritarão”.
(Lucas 19,28-40)

Salmo (Salmos 21)

O filho pródigo

Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximaram-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”.
3Então Jesus contou-lhes esta parábola: 11“Um homem tinha dois filhos. 12O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. 13Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada.
14Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade. 15Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. 16O rapaz queira matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam.
17Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome’. 18Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’.
20Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos. 21O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’.
22Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. 24Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa.
25O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. 27O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’.
28Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’.
31Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado”’.
(Lucas 15,1-3.11-32)

Pois quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado.

Naquele tempo, 9Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros: 10“Dois homens subiram ao Templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos. 11O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: ‘Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. 12Eu jejuo duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda’.
13O cobrador de impostos, porém, ficou à distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: ‘Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!’
14Eu vos digo: este último voltou para casa justificado, o outro não. Naquele tempo, 9Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros: 10“Dois homens subiram ao Templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos. 11O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: ‘Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. 12Eu jejuo duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda’.
13O cobrador de impostos, porém, ficou à distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: ‘Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!’
14Eu vos digo: este último voltou para casa justificado, o outro não. Pois quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado”.
(Lucas 18,9-14)

[...]se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo!

Naquele tempo, vieram algumas pessoas trazendo notícias a Jesus a respeito dos galileus que Pilatos tinha matado, misturando seu sangue com o dos sacrifícios que ofereciam.
2Jesus lhes respondeu: “Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem sofrido tal coisa? 3Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo.
4E aqueles dezoito que morreram, quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? 5Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”.
6E Jesus contou esta parábola: “Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi até ela procurar figos e não encontrou. 7Então disse ao vinhateiro: ‘Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Por que está ela inutilizando a terra?’
8Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo. 9Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarás’”.
(Lucas 13,1-9)

Salmo (Salmos 102)

Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que ele diz

Naquele tempo, 28bJesus levou consigo Pedro, João e Tiago, e subiu à montanha para rezar. 29Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou muito branca e brilhante.
30Eis que dois homens estavam conversando com Jesus: eram Moisés e Elias. 31Eles apareceram revestidos de glória e conversavam sobre a morte, que Jesus iria sofrer em Jerusalém.
32Pedro e os companheiros estavam com muito sono. Ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele.
33E, quando estes dois homens se iam afastando, Pedro disse a Jesus: “Mestre, é bom estarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Pedro não sabia o que estava dizendo.
34Ele estava ainda falando, quando apareceu uma nuvem que os cobriu com sua sombra. Os discípulos ficaram com medo ao entrarem dentro da nuvem.
35Da nuvem, porém, saiu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que ele diz!”
36Enquanto a voz ressoava, Jesus encontrou-se sozinho. Os discípulos ficaram calados e naqueles dias não contaram a ninguém nada do que tinham visto.
(Lucas 9,28b-36)

Não só de pão vive o homem

Naquele tempo, 1Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão, e, no deserto, ele era guiado pelo Espírito. 2Ali foi tentado pelo diabo durante quarenta dias. Não comeu nada naqueles dias e, depois disso, sentiu fome. 3O diabo disse, então, a Jesus: “Se és Filho de Deus, manda que esta pedra se mude em pão”. 4Jesus respondeu: “A Escritura diz: ‘Não só de pão vive o homem’”
5O diabo levou Jesus para o alto, mostrou-lhe por um instante todos os reinos do mundo 6e lhe disse: “Eu te darei todo este poder e toda a sua glória, porque tudo isto foi entregue a mim e posso dá-lo a quem eu quiser. 7Portanto, se te prostrares diante de mim em adoração, tudo isso será teu”.
8Jesus respondeu: “A Escritura diz: ‘Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás’”. 9Depois o diabo levou Jesus a Jerusalém, colocou-o sobre a parte mais alta do Templo e lhe disse: “Se és Filho de Deus, atira-te daqui abaixo! 10Porque a Escritura diz: ‘Deus ordenará aos seus anjos a teu respeito, que te guardem com cuidado!’ 11E mais ainda: ‘Eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’”.
12Jesus, porém, respondeu: “A Escritura diz: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’”.
13Terminada toda a tentação, o diabo afastou-se de Jesus, para retornar no tempo oportuno.
(Lucas 4,1-13)

Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus!

Naquele tempo, 17Jesus desceu da montanha com os discípulos e parou num lugar plano. Ali estavam muitos de seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia.
20E, levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus!
21Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados!
Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque havereis de rir!
22Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem! 23Alegrai-vos, nesse dia, e exultai, pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas.
24Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação!
25Ai de vós, que agora tendes fartura, porque passareis fome!
Ai de vós, que agora rides, porque tereis luto e lágrimas!
26Ai de vós, quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas”.
(Lucas 6,17.20-26)

Hoje em diante tu serás pescador de homens

Naquele tempo, 1Jesus estava na margem do lago de Genesaré, e a multidão apertava-se ao seu redor para ouvir a palavra de Deus.
2Jesus viu duas barcas paradas na margem do lago. Os pescadores haviam desembarcado e lavavam as redes.
3Subindo numa das barcas, que era de Simão, pediu que se afastasse um pouco da margem. Depois sentou-se e, da barca, ensinava as multidões.
4Quando acabou de falar, disse a Simão: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca”.
5Simão respondeu: “Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes”.
6Assim fizeram, e apanharam tamanha quantidade de peixes que as redes se rompiam.7Então fizeram sinal aos companheiros da outra barca, para que viessem ajudá-los. Eles vieram, e encheram as duas barcas, a ponto de quase afundarem.
8Ao ver aquilo, Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador!”
9É que o espanto se apoderara de Simão e de todos os seus companheiros, por causa da pesca que acabavam de fazer.
10Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão, também ficaram espantados. Jesus, porém, disse a Simão: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens”.
11Então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo e seguiram a Jesus.
(Lucas 5,1-11)

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